Contando com a ajuda da jornalista inglesa Cristina Lamb, ela escreveu o livro Eu sou Malala, a respeito do qual também já falamos aqui. Agora, outra jornalista, Adriana Carranca, que é brasileira e trabalha no jornal O Estado de São Paulo, está lançando mais um livro sobre a garota. O livro-reportagem, escrito em português, tem por título Malala, a menina que queria ir para a escola.
Acostumada a viajar para áreas de conflito, Adriana já esteve no Afeganistão, no Congo, no Sudão, em Uganda. Também em países muçulmanos como Irã, Egito e Indonésia. Em todos eles escreveu reportagens sobre a guerra. Adriana foi ao Paquistão duas semanas depois de Malala ser baleada na cabeça. Encontrou um mundo muito diferente do nosso. Ali as pessoas tiram água de poço e a aquecem em fogareiros para o banho ou outros usos; as mulheres só saem de casa acompanhadas por um homem; são obrigadas a usar o salvar kameez, também conhecido por burka, tipo de túnica que esconde todo o corpo, e um véu longo que cobre toda a cabeça, deixando à mostra apenas os olhos.
Uma coisa interessante que Adriana conta em seu livro é que o pai de Malala teve grande importância na sua infância. Dono de uma escola particular, ele defendia para as meninas o mesmo tratamento dado aos meninos. Malala sempre foi aluna brilhante e demonstrou gosto pela poesia. Desde cedo revelou coragem. Aos 11 anos discursou em público quando os talibãs decretaram que meninas estavam proibidas de estudar. Ela disse: “Como o Talibã se atreve a tirar meu direito à educação?” Também falou depois: “Minha honra não está na espada, está na caneta.”
Se você se interessa por esta história real, leia o livro de Adriana Carranca, que tem sugestivas ilustrações de Bruna Assis Brasil. O lançamento é da Editora das Letrinhas. Tem 96 páginas e custa R$29,90. Em suas páginas pulsa uma história que mostra como o mundo é diverso. E quanto é necessário combater a intolerância e defender a liberdade de pensar, falar, sentir e agir.
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