O governo do Estado de São Paulo vai entregar nesta sexta-feira, às 10h30, o restaurante Bom Prato de Franca. A unidade funcionará na rua General Carneiro, Centro, e oferecerá 300 cafés da manhã ao custo de R$ 0,50 e 1,2 mil almoços/dia por R$ 1. A inauguração vai reunir grande quantidade de políticos que vão se apresentar como os pais da obra. Embora a informação seja mantida sob sigilo, são grandes as chances de o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participar do almoço inaugural, que será “na faixa”. O Estado investiu R$ 400 mil nas obras de adequação do prédio e instalação de equipamentos. Além disso, vai subsidiar as refeições. A Prefeitura pagará o aluguel. A instalação do Bom Prato é reivindicação antiga e resultado de pedidos do deputado Roberto Engler (PSDB), do seu ex-colega de Assembleia, Gilson de Souza (DEM) e de uma meia dúzia de vereadores. O Palácio dos Bandeirantes não confirma a agenda do governador com antecedência para evitar protestos, principalmente, dos professores, mas as autoridades locais trabalham com a possibilidade de o governador vir à cidade amanhã. Inclusive, será feito um convite para ele conhecer a Expoagro. Alckmin veio a Franca entregar viaturas em fevereiro e saiu rapidamente após ser hostilizado por integrantes do movimento estudantil diante do Parque de Exposições “Fernando Costa”.
Assessoria parlamentar: A Câmara votará nas próximas sessões projeto que altera as atribuições típicas e requisitos para provimento do cargo de assessor parlamentar. É uma tentativa de se adequar à recente decisão do Tribunal de Justiça. Em fevereiro, a Corte decidiu que a função deixaria de existir como está em quatro meses, ou seja, agora em junho, por ser inconstitucional. Pelo projeto, o assessor precisará ter nível superior completo ou cursando até o fim desta legislatura. A partir de 2017, só poderá entrar quem tiver o diploma.
Nada a lugar nenhum: Com a exclusão de Jépy Pereira, que era o interessado, a CEI aberta para “investigar” doações de campanha públicas e legais será sepultada em poucos dias. Vereadores que assinaram o pedido - entre eles, o presidente Marco Garcia (PPS) - se arrependeram de ter entrado no jogo. A história de ir ao Paraná ouvir o juiz federal Sérgio Moro não passou de piada.
Que deselegante!: A UPA do Aeroporto só foi construída porque a presidente Dilma Rousseff (PT) mandou R$ 2,6 milhões e Gilson de Souza mais um milhão de sua cota de emendas parlamentares. Ninguém do governo nem Gilson foram convidados para a inauguração. Mas, Gilmar Dominici, representando o Ministério da Saúde, e o ex-deputado foram de “bicões” à solenidade. O prefeito Alexandre Ferreira não deixou eles discursarem. Preferiu passar o microfone para o vice, Fernando Baldochi (PMDB).
Que grosseria!: Com a mesma “finesse e elegância” com que costuma se vestir, o vereador Laércinho (PP), líder do prefeito, disse, na última sessão, que Valéria Marson (PSDB) serve para ser sua mãe ou sua avó. Perdeu uma grande chance de ficar calado... O mínimo que deveria fazer era pedir desculpas.
Propaganda política: Três emissários de Alexandre Ferreira foram até a rádio Hertz na manhã de sexta-feira com uma missão especial: gravar um depoimento de Sidnei Rocha para ser apresentado na inauguração da UPA. O ex-prefeito se recusou.
#somos_todos_idiotas: Luiz Vergara (PSB) esteve na Câmara terça-feira. Mesmo suspenso das funções de vereador, saiu levando um adesivo para carro, escrito “comissão organizadora”, que permite acesso às dependências internas da Expoagro pelo portal 4 do Parque “Fernando Costa”.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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