Dois meses após ter anunciado a punição à FFC Engenharia por problemas na obra da escola do Jardim Piratininga, a Prefeitura ainda não sabe de quanto foi o prejuízo causado pela construtora. O edital da punição foi publicado em 18 de março e republicado em 18 de maio. Mas, até agora, nenhuma medida efetiva foi adotada para garantir o recebimento dos valores.
Na última quinta-feira, por meio da assessoria de imprensa, a Prefeitura disse que “os valores a serem devolvidos continuam sendo apurados pela Secretaria de Planejamento e Urbanismo”.
Segundo a assessoria, o prédio construído pela FFC apresentou vários problemas estruturais. “Mesmo após inúmeras solicitações da Prefeitura de Franca, a empresa não se prontificou a realizar os reparos necessários”, informou, sem detalhar os problemas existentes no prédio.
Além disso, a FFC também não teria feito a instalação correta do sistema de alarmes, o que, segundo a Prefeitura, facilitou o furto de seis microcomputadores - pelos quais a empresa também está sendo cobrada.
Questionada sobre como será feito o ressarcimento, a Prefeitura informou apenas que o processo está sendo conduzido pela Secretaria de Planejamento e depois deve ser encaminhado à Procuradoria do Município, mas não citou datas nem prazos.
Sob suspeita
No início do ano, o Ministério Público do Estado abriu uma investigação para apurar os gastos com a construção da escola. Levantamento feito pelo Comércio mostra que a construção da escola custou 34% a mais que o previsto inicialmente. A obra estava orçada em R$ 4,1 milhões, mas acabou consumindo R$ 5,49 milhões, além de ter sido entregue com quase dois anos de atraso. A investigação ainda está em andamento.
O dono da FFC Engenharia, José Eduardo Corrêa, foi procurado no final da tarde para comentar o caso. Mas as ligações para seu celular caíram na caixa postal.
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