O desembargador Ruy Alberto Leme Cavalheiro manteve a liberdade provisória de 18 dos 20 acusados de falsificação de agrotóxicos, que foram presos durante a Operação Lavoura Limpa, em Franca, no final do ano passado. A decisão foi publicada ontem, 26, no site do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Apesar da argumentação do Ministério Público do Estado, que questiona os motivos utilizados pelo juiz Wagner Carvalho Lima para conceder a liberdade provisória aos acusados, em sua decisão, Cavalheiro declara que “irá aguardar o comportamento dos réus”.
O advogado Reginaldo Carvalho, que defende os réus que voltaram para a prisão na semana passada, já entrou com pedido de habeas corpus solicitando a liberdade de seus clientes. A oitiva das testemunhas e dos réus está marcada para amanhã, às 9 horas, no Fórum de Franca.
Na última sexta-feira, dia 22, o desembargador Edison Brandão revogou a liberdade provisória de outros dois réus beneficiados com a medida no início de maio. Eles voltaram para a cadeia.
Na ocasião, o juiz de Franca concedeu liberdade provisória a 20 suspeitos de envolvimento na produção, comercialização e transporte de agrotóxicos falsificados, que estavam presos desde dezembro do ano passado.
O juiz utilizou a Operação Lava Jato, da qual a maioria dos réus está solta, como exemplo para conceder a liberdade dos réus do caso francano.
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