Os gastos da Prefeitura de Franca com publicidade cresceram 54% no mês de abril, se comparados ao total gasto no mês anterior. Segundo dados do Portal da Transparência da Prefeitura, em abril foram gastos com propaganda da administração Alexandre Ferreira (PSDB) R$ 449.960,65 contra R$ 291.494,09 de despesas com publicidade em março. Vale lembrar que o período em que os valores registram esse crescimento coincide com o mês em que os servidores municipais estiveram em greve e o líder do governo na Câmara, o vereador Luiz Carlos Vergara (PSB), estava sendo julgado por ter dado um tapa na cara do marceneiro Hélio Vissotto durante uma sessão no plenário. O volume investido na tentativa de melhoria da imagem pública da administração municipal equivale a R$ 14.998 por dia.
A Prefeitura disse que os gastos com propaganda não têm relação com o desgaste provocado pelo episódio envolvendo o vereador Vergara e pela greve dos servidores que paralisou as aulas em boa parte da rede municipal e prejudicou o atendimento nas unidades de Saúde. Segundo a Assessoria de Comunicação, os investimentos já estavam previstos. “Foram recursos utilizados para a elaboração de revistas e guias que devem ser lançados no próximo mês.”
A Prefeitura não detalhou as ações de marketing e o montante investido em cada uma delas. Disse apenas que são ações estratégicas que abrangem todos os canais de mídia.
Sobre os gastos futuros, a administração informou que tem contrato assinado no valor de R$ 4 milhões com a Versão BR, empresa especializada em propaganda governamental, desde agosto do ano passado e que os investimentos em publicidade são necessários para que a população seja informada sobre os programas e projetos desenvolvidos pelo Poder Público Municipal.
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Esta não é a primeira vez que os gastos com publicidade na administração Alexandre Ferreira chamam a atenção. No final do ano passado, em apenas dois meses, o prefeito gastou mais de R$ 1,3 milhão em propaganda. O caso gerou uma série de protesto de servidores e eleitores nas redes sociais.
O contrato assinado pela Prefeitura com a Versão BR é investigado pelo Tribunal de Contas do Estado. No início deste ano, um relatório prévio apontou a existência de nove irregularidades na contratação da empresa. Entre eles, o fato de, no processo de licitação, não haver especificação do local, do dia e da hora para recebimento da documentação e proposta, bem como para início da abertura dos envelopes. Além disso, o contrato assinado prevê a possibilidade de o mesmo ser renovável por até 72 meses, sem que haja uma nova licitação, o que é vedado por lei.
Outro ponto diz respeito à publicidade dos dados do contrato. Segundo o TCE, não foram divulgados o prazo de execução dos serviços nem os valores acertados para cada um deles.
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