Não só


| Tempo de leitura: 1 min
 
‘E peço isto: que a vossa caridade abunde mais e mais em ciência e em todo o conhecimento’.- Paulo. (FILIPENSES, 1:9.).
 
A caridade é, invariavelmente, sublime nas menores manifestações, todavia, inúmeras pessoas muitas vezes procuram limitá-la, ocultando-lhe o espírito divino. Muitos aprendizes crêem que praticá-la é apenas oferecer dádivas materiais aos necessitados de pão e teto. Caridade, porém, representa muito mais que isso para os verdadeiros discípulos do Evangelho.
Em sua carta aos Filipenses oferece Paulo valiosa assertiva, com referência ao assunto. Indispensável é que a caridade do cristão fiel abunde em conhecimento elevado. Certo benfeitor distribuirá muito pão, mas se permanece deliberadamente nas sombras da ignorância, do sectarismo ou da auto-admiração não estará faltando com o dever de assistência caridosa a si mesmo? Espalhar o bem não é somente transmitir facilidades de natureza material. Muitas máquinas, nos tempos modernos, distribuem energia e poder, automaticamente.
Caridade essencial é intensificar o bem, sob todas as formas respeitáveis, sem olvidarmos o imperativo de auto-sublimação para que outros se renovem para a vida superior, compreendendo que é indispensável conjugar, no mesmo ritmo, os verbos dar e saber.
Muitos crentes preferem apenas dar e outros se circunscrevem simplesmente em saber; as atividades de todos os benfeitores dessa espécie são úteis, mas incompletas. Ambas as classes podem sofrer presunção venenosa. Bondade e conhecimento, pão e luz, amparo e iluminação, sentimento e consciência são arcos divinos que integram os círculos perfeitos da caridade. Não só receber e dar, mas também ensinar e aprender.
 
EMMANUEL
Livro: Vinha de luz
Psicografia de Francisco Cândido Xavie

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários