Artesão francano usa as raízes para confeccionar móveis


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O artesão José Antônio Figueiredo com as peças que criou na 1ª Exposição Troncos e Raízes, no Shopping do Calçado de Franca
O artesão José Antônio Figueiredo com as peças que criou na 1ª Exposição Troncos e Raízes, no Shopping do Calçado de Franca
Uma paixão que começou na infância. Foi observando o avô carpinteiro e o pai, que também gostava de trabalhar com madeira, que José Antônio de Figueiredo, 50, despertou para trabalhos artesanais e hoje é especialista na criação de móveis rústicos. Algumas das peças, criadas a partir de raízes mortas, estão em exposição no Shopping do Calçado de Franca.
 
O artesão, que começou a criar móveis rústicos há mais de 15 anos, teve que ficar um tempo longe de sua paixão, mas há dois anos voltou a se dedicar inteiramente ao ofício. “Fiquei um tempo sem criar nenhuma peça, mas senti necessidade de voltar a produzir, minha inspiração voltou e com ela a confecção dos móveis. Quando vejo uma raiz, já consigo visualizar no que ela será transformada e todo esse processo é sempre inspirador”, disse José Antônio.
 
Entre as peças expostas estão bancos, cadeiras, aparadores, mesas e até mesmo uma bicicleta. A exposição dos móveis chama atenção e já atraiu centenas de visitantes. Os valores das peças, de acordo com o artista, variam entre R$ 1 mil e R$ 2.500.
 
A mulher dele, Edilamar Figueiredo, 46, o ajuda a vender as peças enquanto ele trabalha na criação. “Acredito que seja um dom transformar raízes mortas em peças tão bonitas, ter poder de dar vida ao que está morto. Desde que nos conhecemos o apoiei a seguir seus desejos e fico extremamente feliz em ver o sucesso da exposiçãos”, disse ela.
 
A 1ª Exposição Troncos e Raízes ficará até o dia 30 de junho no Shopping do Calçado, na avenida Hélio Palermo, no Jardim Petráglia.
 
Criação
O método de criação das peças é minucioso, segundo o artesão. Ele próprio procura as raízes em matas, as recolhe e transporta para o sítio onde mantém sua oficina. Além disso, todo o processo leva em consideração o aspecto ecológico. “Em algumas vezes as peças são grandes e pesadas e preciso de ajuda para transportar, mas normalmente faço todo o processo sozinho. Gosto desse cuidado, dessa etapa na qual encontro uma peça bruta e transformo em algo bonito”, disse José Antônio.

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