A mesma fidelidade que os vereadores demonstram ao prefeito, também é verificada com os colegas aliados do governo. Para os amigos, tudo.
Em julho de 2014, Laercinho (PP), vice-líder de Alexandre, foi flagrado em um vídeo oferecendo dinheiro, mudas de eucalipto e uma vaca a um sitiante para que ele não denunciasse a invasão de parte de sua propriedade pelas obras de alargamento de estrada rural no Paiolzinho. Foi absolvido pelo Conselho de Ética. “Graças a Deus, fui julgado por um conselho que tinha ética”, afirmou à época.
Em março, no dia em que assumiu a liderança do prefeito, Vergara (PSB) não gostou de ser cobrado por um eleitor e respondeu com um tapa na cara. O Conselho de Ética, dominado por vereadores governistas, tentou transformar Vergara em “vítima”. Dois meses depois, decidiram suspender o vereador por 60 dias quando a sociedade esperava a expulsão.
Na sessão do dia 24 de março, Jépy Pereira (PSDB) se irritou ao ver Márcio do Flórida conversando com servidores e falou ao microfone. “Foi jogar o pessoal contra mim, vou f...ele.” Sequer foi advertido.
Jépy não participou da sessão do dia 23 de abril e pediu que a falta não fosse descontada de seu salário. Alegou que tinha um “compromisso inadiável, assumido anteriormente, inerente à sua profissão”. O vereador estava passeando com a família no Chile. Os colegas não o questionaram pelo “engano”. Jépy é o presidente da Comissão de Corregedoria e o vice do Conselho de Ética.
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