Tua ausência é gigantesca
e a presença impertinente da solidão
exprime a medida de meu sofrimento.
Perdido no mutismo cego da noite,
aguço sentidos e ensaio palavras
tão intimas quanto meu amor.
Murmuro teu nome qual prece.
O vento frio carrega as sílabas
para o nada da tua falta.
Apago, enfim, a luz para não mais ver
minha sombra esparramar-se pelo chão;
silhueta taciturna arrastando-se entre recordações.
Pela fresta da janela miro a luz das estrelas.
Elas iluminam teimosamente a densa noite,
assim como a esperança do amor
clareia a penumbra da minha vida.
Será que minha ausência
significa para você tanta ausência
quanto a sua o é para mim?
Perdoa-me se meu sofrimento
for sofrimento pra você também.
Se assim for, meu sofrimento será sem fim.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.