Incerteza sobre reposição preocupa servidores


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Pais de alunos da escola ‘Izanilde Paludetto Silva’ são um dos que não sabem quando será reposição dos dias perdidos com a greve
Pais de alunos da escola ‘Izanilde Paludetto Silva’ são um dos que não sabem quando será reposição dos dias perdidos com a greve
Mais de uma semana se passou desde o fim da greve dos servidores públicos e ainda nada foi definido sobre como será a reposição dos dias parados. A indefinição preocupa principalmente professores da rede municipal e pais de alunos. No dia 13 de maio, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) decidiu que os dias de paralisação deveriam ser repostos, mas não especificou como seria essa compensação de horas.
 
Alguns servidores têm até se mobilizado junto ao sindicato para elaborar propostas de reposição. Para eles, o ideal seria haver uma reunião entre as secretarias municipais e a categoria para uma decisão conjunta.
 
“Estamos montando propostas para o sindicato apresentar para a Secretaria Municipal de Educação. Uma das hipóteses seria repor no recesso do meio do ano, que são 10 dias de julho, e em feriados”, disse a coordenadora pedagógica Andréia Braguim.
 
Apesar da peculiaridade de cada setor, um dos interesses em comum é não repor durante os sábados.
 
“Os professores querem repor porque nos preocupamos com a qualidade do ensino. Uma negociação entre a categoria e a administração seria ideal para decidir o melhor jeito”, pontuou a coordenadora.
 
O professor de educação física Alcimar Souza, 35, confirmou que não houve nenhuma orientação ainda sobre as horas para reposição. “Todos se preocupam em saber como vai ser para repor, mas não passaram nada para gente”, afirmou o professor.
 
Os pais de alunos também sofrem com essa incógnita. “Quanto mais rápido definirem essa reposição, melhor vai ser para as crianças. Elas já perderam muito conteúdo e essa demora pode atrapalhar o aprendizado”, disse Lauzerico José de Oliveira, 53, que levava seu neto à escola “Izanilde Paludetto Silva”, no início da tarde da última quinta-feira.
 
A ansiedade é grande até mesmo nas crianças, que tiveram o andamento do ano letivo interrompido. “Meus filhos estavam em fase de adaptação na escola e agora eles estranharam a volta. Estamos esperando para saber quando vai repor”, disse a dona de casa Ana Paula Neves Silva, 22. 
 
Em outros setores, como o de Saúde, também não há definição ainda, de acordo com servidores. 
 
Essa situação acaba gerando tensão entre servidores e chefia. Em grupos da categoria no Facebook, um funcionário de almoxarifado da Prefeitura reclamou da pressão sofrida para que a reposição aconteça aos sábados. “No almoxarifado a chefia está pressionando, quer que nós trabalhemos 30 sábados seguidos”, afirmava na postagem.
 
Sindicato
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Luís Fernando Nascimento, afirmou que ainda não há novidades sobre a reposição e não foi feito nenhum acordo com a Prefeitura. “Orientamos que ninguém assine nenhum documento, livro de ponto ou tabela de presença antes de termos um posicionamento de como será a reposição”, disse Nascimento. 
 
O sindicato planeja apresentar um recurso para conseguir esse detalhamento do TRT. O advogado do sindicato, Denílson Carvalho, pretende entrar com um pedido de embargos de declaração para esclarecer sobre a reposição até terça-feira que vem. “Agora foi publicado o acórdão do julgamento no Diário da Justiça do Trabalho, assim tenho o prazo de cinco dias para protocolar os embargos”, afirmou o advogado.
 
Prefeitura 
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. O contato foi por e-mail e telefones para a assessoria de imprensa e para as secretarias de Saúde, Educação e Recursos Humanos.

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