Com certeza, foi com grande admiração que os milhões de telespectadores viram o menino Fabrício demonstrar domínio que pareceu absoluto sobre alguma área do conhecimento humano. Aconteceu no programa ‘Bom Dia São Paulo’, dentro do ‘Quadro Verde’, mostrando saber tudo sobre orquídeas.
A apresentadora, Ananda Apple, explorou o quanto pode o saber do garoto, e as respostas dele, desenvoltas e seguras, se mostraram fundamentadas tanto no aspecto científico, quanto no vulgo do comércio floricultor.
Quando dizemos saber tudo não estamos sucumbindo à tentação hiperbólica, mas tentados a utilizar a expressão ante a realidade assombrosa que presidiu o fato.
Seguro de si, declinou nomenclaturas complicadas das variadas espécies de orquídeas que se achavam no palco, inclusive em latim, além de informar onde são cultivadas, bem como a melhor maneira de cultivá-las.
Agora, sim, sucumbimos à tentação do superlativo. É que o garoto Fabrício, descendente de japoneses, só tem 4 anos de idade. Poderíamos dizer que se tratava de algo natural, já que o menino é filho de floricultores e vive no ambiente de floricultura, onde muito se fala sobre o assunto.
Contudo, não se pode perder de vista que é uma criancinha, e deveria estar entregue a brincadeiras, ao velocípede.
Verifica-se, aí, mais um caso de expressões de vidas anteriores, facilitadas pelo meio, a que se pode acrescer o fator genético. Seus pais, floricultores.
É caso de precocidade que lembra também o do garoto de apenas dois anos que lê textos correntemente, e o de Boris Kipriyanovich, ou Boriska, como é chamado, ele que, aos três anos, nomeava e apontava a localização dos planetas do nosso sistema solar e, aos 7, revela suas experiências de anteriores encarnações no planeta Marte.
Bem fundamentado, impressionou e mereceu destaque no Pravda, um dos jornais de maior circulação da Rússia.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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