Natural de Viterbo, S. Crispim nasceu no dia 13 de novembro de 1668. Ingressou num convento de capuchinhos, em Viterbo, e aos 25 anos foi admitido à Ordem.
Franzino, de baixa estatura, exerceu vários ofícios, como o de sapateiro, horticultor, cozinheiro, enfermeiro e encarregado de esmolas para o convento. Chamava-se a si mesmo de “asno capuchinho”, o animal de carga do convento. A estima e a veneração dos habitantes de Orvieto era tamanha que somente a ele, a Frei Crispim, abriam suas portas, reconhecendo-o como o único e legítimo encarregado das esmolas. Na sua beatificação, em 1806, Pio VII afirmou que Crispim “era o pai dos pobres, o consolador dos aflitos, puro e simples de coração, pleno de devoção para com a Virgem Santa, Mãe de Deus, ilustre pelo dom da profecia e dos milagres”. Aos 82 anos, prevendo que sua hora chegava, rezava:
Ó meu Deus! Vós me resgatastes por intermédio de vosso sangue. Assisti-me nesta hora. Terminai a obra do vosso amor. Dai-me a certeza da minha salvação. Ó vós, poderosa e veneranda Virgem, Mãe de Deus, sede minha advogada, meu refúgio. Minha protetora, lembrai-vos de mim na hora derradeira (S. Crispim).
Oração
Da hora derradeira
Deus, nosso Pai, S. Crispim foi o pai dos pobres, o consolador dos aflitos. A seu exemplo, dai-nos um coração simples e pleno de devoção para com a Mãe de Deus. Conduzi os nossos passos para que não nos desviemos do reto caminho. Concedei-nos hoje a paciência, a serenidade e a aceitação de nós mesmos.
Saibamos dar sentido a tudo o que fazemos, mesmo as coisas mais árduas e difíceis. Não nos amarguremos nem nos irritemos, se as coisas não correm como queríamos, pois o que mais importa não é o que fazemos mas o como fazemos. Muitos foram os esmoleiros em Orvieto, mas apenas a S. Crispim os moradores abriam suas portas. Muitos dormiram ao relento, tendo como travesseiro uma pedra, mas apenas Jacó viu em sonho a escada em que os anjos desciam e subiam e, ao despertar, exclamou: “Em verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia! É nada menos que a casa de Deus; é aqui a porta do céu” (cf. Gn 28, 10ss).
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves.
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.
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