O motorista Luís Fernando Barbosa Silva, 29, que atropelou e matou duas mulheres na avenida São Vicente, no dia 20 de julho de 2014, vai a júri popular. A sentença de pronúncia foi dada pelo juiz José Rodrigues Arimatéa, das Varas do Júri e Execuções Criminais de Franca. Na decisão, ele manteve Silva em liberdade, por entender que não há razões que justifiquem sua prisão preventiva. O julgamento no júri popular ainda não tem data marcada e ainda cabe recurso contra a decisão judicial.
Em janeiro deste ano, o juiz do caso já havia aceito a denúncia do Ministério Público contra Silva. Com a decisão, ele se tornou réu na ação penal em que é acusado de dois homicídios e de duas tentativas de homicídio dolosos. A denúncia foi feita pelo promotor de Justiça criminal, Odilon Nery Comodaro. No entendimento da promotoria, ao beber e sair dirigindo em alta velocidade, o motorista assumiu o risco de matar.
Após aceitar a denúncia, o juiz Arimatéa partiu para a fase de instrução. Neste período, ele ouviu os depoimentos das duas vítimas que estavam no interior do veículo conduzido por Silva e das testemunhas de defesa e acusação. “O caso, aparentemente, está no limite entre a culpa consciente e o dolo eventual, aqui aparentando dolo e acolá a culpa consciente”, manifestou o juiz em sua decisão para determinar que o caso deve ser apreciado pelo Tribunal do Júri.
A tragédia
O acidente ocorreu na manhã do último dia 20 de julho, um domingo, na avenida São Vicente, na proximidades do Clube dos Servidores Municipais. Dirigindo um Gol, Silva se chocou contra uma árvore, capotou e atropelou Aparecida das Graças Ribeiro, 62, e a vizinha Roselane Henrique Rafael, 34, que faziam caminhada pela avenida. Elas foram atingidas na calçada pelo veículo. Aparecida morreu na hora. Roselane, duas horas depois. Um casal, ocupante do veículo, ficou ferido.
Policiais, no dia, afirmaram que encontraram o motorista cambaleando. Ele admitiu ter bebido, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro. Como não pagou a fiança estipulada em R$ 5 mil pelo delegado Hélder Rodrigues, o rapaz foi levado para o CDP (Centro de Detenção Provisória), onde ficou preso por dez dias.
Na denúncia apresentada pelo Ministério Público, Silva foi acusado de ingerir bebidas alcoólicas em mais de um estabelecimento. Ele admitiu ter bebido durante anoite, mas negou estar embriagado. Alegou em sua defesa, que o sol ofuscou sua visão e, por isso, chocou as rodas do veículo na guia e tombou.
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