O empresário italiano Marco Rino Mazzuoccolo, 42, foi preso em Portugal esta semana. Sua prisão preventiva foi pedida pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, que o acusa de ter assassinado o ourives Giovanni Di Gianni, 76, no Centro da cidade em 2011. Marco fugiu do País logo após o crime e era procurado pela Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) desde o ano passado. A Justiça de Franca deverá pedir sua extradição, para que ele possa ser ouvido e levado a julgamento.
O ourives foi encontrado morto com uma pancada na cabeça na madrugada do dia 22 de dezembro de 2011. Ele foi assassinado dentro de seu escritório, no calçadão da rua Marechal Deodoro. Giovanni trabalhava na lapidação de diamantes e comercializava ouro e pedras preciosas.
A vítima havia sido vista com vida pela última vez no dia anterior. Como não voltou para a casa, um filho esteve no escritório de madrugada e, com ajuda de bombeiros, entrou no estabelecimento onde o corpo foi encontrado. O caso foi registrado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.
Ao longo das investigações, a equipe de homicídios da DIG apurou que Giovanni tentava vender uma pedra preciosa de alto valor e que algumas pessoas estiveram no escritório para ver a mercadoria. Uma pista levou a polícia desconfiar que o autor do crime teria matado para roubar. “O alfaiate nos disse que o cliente exigia a colocação de um bolso oculto na lateral da calça. Quando do encontro do corpo, o bolso estava para o lado de fora, indicando que o que havia em seu interior fora roubado”, disse o delegado Márcio Garcia Murari.
Por meio de testemunhas e imagens de câmeras de segurança, a DIG constatou que Marco saiu do prédio na tarde do dia 21 de dezembro. A vítima e ele mantiveram encontros em datas anteriores para tratar da venda de pedras preciosas.
Diante das provas apuradas, o italiano foi denunciado à Justiça pelo crime de latrocínio. Em setembro do ano passado, a 3ª Vara Criminal do Fórum de Franca expediu mandado de prisão preventiva contra ele. A DIG descobriu que o empresário morava em São Paulo. Os policiais conseguiram chegar à residência dele, no bairro Santana, na capital, mas já era tarde. Marco havia fugido para Milão, na Itália, no começo de 2012. A Interpol foi acionada e passou a procurá-lo.
Ontem, a Interpol e a Procuradoria-Geral da República de Portugal avisaram a Justiça de Franca que Marco foi preso no dia 17. O documento não informa onde e como o acusado foi encontrado. O comunicado enviado ao Fórum, pelo Ministério da Justiça, solicita a confirmação, no prazo de 18 dias, se o juiz Orlando Brossi Júnior, responsável pelo caso, irá apresentar o pedido de extradição.
Acordo
Convenção firmada entre os Estados Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa estabelece que os países integrantes obrigam-se a entregar, reciprocamente, as pessoas que se encontrem nos seus respectivos territórios e que sejam procuradas pelas autoridades competentes de outro Estado para fins de procedimento criminal ou para cumprimento de pena privativa da liberdade por crime cujo julgamento seja da competência dos tribunais do Estado requerente.
De acordo com o estabelecido entre os países, se no prazo de 45 dias seguidos, contado a partir da data de notificação, o Estado requerente não retirar a pessoa reclamada, esta será posta em liberdade.
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