Vítima de estelionato, um comerciante de 50 anos, do City Petrópolis, pode responder na Justiça por furto de veículo. Após cair em um golpe, ele resolveu “sumir” com o veículo do envolvido no estelionato na esperança de que ele o procurasse e devolvesse o dinheiro. Mas seus planos deram errado. O estelionatário escolheu registrar o furto. O comerciante foi qualificado em inquérito como vítima e, em outro, como indiciado. O caso está sob a responsabilidade do delegado Hélder Rodrigues, do 5º DP.
O investigador Reginaldo Calil apurou que um corretor, 55, residente em uma pensão no Centro, esteve no mercado do comerciante, no City Petrópolis, onde fez uma compra de R$ 188 e apresentou um cheque de R$ 450. A consulta do documento não apresentou irregularidades, mas o comerciante estava desconfiado e não queria aceitar. Um amigo endossou o cheque.
No dia seguinte, o comerciante foi ao banco e descobriu que a folha recebida era clonada. Com a ajuda do amigo que endossou, ele foi à pensão onde o corretor reside e tomou ciência de que ele pagou sua estadia com a compra realizada no mercado. “O dono da hospedaria devolveu as mercadorias, diminuindo o prejuízo da vítima”, lembrou Calil.
O comerciante não ficou satisfeito e descobriu que o corretor tinha um Volkswagen Variant e que o veículo estaria com problemas mecânicos estacionado em um posto. “Ele foi ao local com um caminhão guincho e levou o carro para a casa do amigo, onde tiraram uma das rodas e esperaram que o acusado de estelionato fosse reclamar. Isso não ocorreu”, destacou o investigador.
O corretor procurou a polícia, que achou o carro na casa do amigo do comerciante. Ele foi arrolado como testemunha nos dois inquéritos.
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