O ano de 2015 marca o centenário deste Comércio, órgão de imprensa que ao longo de sua destacada trajetória sempre demonstrou isenção e pioneirismo na divulgação de fatos de grande repercussão e relevância.
Também neste mês de maio, outro jornal, bem mais modesto, completará um século de existência.
Refiro-me ao jornal A Vanguarda, da vizinha cidade de Cássia (MG), semanário que, em mais de 4.465 edições, registrou com fidelidade toda a rica história daquela aprazível e dinâmica comunidade, cidade pequena do interior de Minas Gerais, mas vocacionada e dedicada às artes, especialmente à música, além de ter, reconhecidamente, um dos melhores carnavais de seu Estado.
O semanário foi fundado pelos devotados e brilhantes jornalistas, Antônio Celestino e dr. Mário de Azevedo, tendo seu modesto parque gráfico, quando da fundação, instalado em pequeno imóvel na rua Paulo Gama, antiga Wenceslau Braz, conhecida como ‘Rua de Baixo’.
Incontáveis foram os seus colaboradores e diretores ao longo de sua centenária existência. Registro alguns que já não estão mais entre nós, mas permanecem guardados em minha memória — e, de antemão, peço escusas por eventuais e, ainda assim, imperdoáveis omissões: Argemiro Rodrigues, Aluísio Barros e seu irmão Raul Barros, Fortunata Vilela, João Cândido de Melo e Souza, Agnelo Morato, Quintino Salerno, Nico Porfírio, e o meu avô Septímio.
O jornal sobrevive graças à imprescindível ajuda da Prefeitura, tendo como jornalista responsável Rogério Barros Pinto, e como diretora, Mariângela Barros, filha do saudoso dr. Aluísio, advogado brilhante que durante anos colaborou com o jornal e serviu aquela cidade em suas pelejas jurídicas.
Fui informado que a Secretaria de Cultura disponibilizou recursos para a digitalização de todas as edições de A Vanguarda. Fiquei feliz com esse reconhecimento à história do jornal. Feliz do povo que cultua sua história.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
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