Maria Júlia Coutinho, primeira negra a apresentar a previsão do tempo na Globo, vem se destacando no novo formato do Jornal Nacional. Ela garante que sua informalidade não é exigência da emissora.
“Quando comecei a usar mais a internet, postava no Facebook a previsão do tempo com expressões coloquiais. Aí, as pessoas começaram a pedir para eu fazer igual no ar. Quero falar com o telespectador como se estivesse na sala dele. Tenho carta branca pra fazer isso. Falo 'chuvica', digo que o dia tá 'garoento'. Sempre falei 'Beagá', 'Floripa'. Sei que tem gente que não gosta, mas é questão de estilo. Meu argumento é: existe erro? Se sim, mudo. Mas se não tem, é questão de gosto,” ela contou ao jornal Folha de S. Paulo.
Ela comentou o sucesso de sua participação no noticiário e afirma que meteorologia não é algo pequeno. "Acho que ajudou a gente estar vivendo um momento em que a previsão tá no foco com a crise hídrica, com ondas de calor. Apesar das pessoas relegarem a uma coisa menor, é algo muito importante. É uma informação básica, você vai sair no dia seguinte e quer saber se leva guarda-chuva, casaco".
Coutinho também falou sobre ser uma das poucas jornalistas negras atualmente no ar. “"É importante que venham outros, só assim podemos falar que caminhamos para uma igualdade. Não pode demorar tanto tempo pra ter outra Glória Maria, outro Heraldo Pereira. Tem que haver outros representantes negros nessa função, até porque é um peso. Você vira a primeira negra a fazer tal coisa", finalizou.
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