O novo eterno


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Um verso dorme
Dentro da minha alma.
 
 
 
Dorme à espera do novo,
do não nascido.
 
 
 
O novo não surge
no estalar
dos dedos da história.
É o novo eterno.
 
 
 
Ele sempre esteve lá
à espera de que
deixássemos nossas gaiolas.
 
 
 
Um maluco (beleza)
está abrindo a gaiola.
E eu vou voar.
 
 
 
Vou acordar a poesia,
fazê-la chorar e perguntar
o que é, enfim, a verdade.

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