Um idoso de 78 anos recebeu alta ontem, 15, depois de ficar dois dias internado devido a um acidente envolvendo um ônibus da Empresa São José. Na noite da última quarta-feira, 13, ao retornar para casa, no Jardim Aeroporto 3, o porteiro aposentado João Paulo Ferreira foi arrastado por cerca de cem metros após ter o braço esquerdo preso na porta do coletivo. O caso aconteceu na avenida Denizar Trevisani, a uma quadra da casa da vítima que sofreu escoriações no braço, ombros e fraturou a bacia.
De acordo com o filho do aposentado, Sebastião Ferreira Barbosa, seu pai é acostumado a andar de ônibus sozinho e naquele dia retornava do Centro da cidade onde havia ido buscar alguns documentos. Ao aproximar do ponto próximo de sua casa, o idoso sinalizou para o ônibus parar e quando começou a descer, a porta do ônibus fechou e prendeu seu braço juntamente com uma bolsa que carregava. “Foi falta de atenção do cobrador e do motorista, mesmo com um retrovisor enorme eles não viram que meu pai ainda não tinha acabado de descer”.
Com o avanço do ônibus e o braço preso na porta, o aposentado foi arrastado com o corpo batendo no veículo até que passageiros começaram a gritar por socorro. “Meu pai é sadio, ativo, estava chegando em casa. Se não fosse o pessoal dentro do ônibus, teriam arrastado ele por mais tempo”, disse o filho da vítima.
Após o acidente, o idoso foi socorrido pela Unidade de Resgate até o Pronto Socorro e posteriormente encaminhado para a Santa Casa, onde permaneceu internado até a tarde de ontem. Segundo Barbosa, quando chegou ao hospital seu pai precisou esperar na ortopedia, pois não havia leito disponível. “A empresa São José fala que está dando atenção, mas não teve a capacidade de pagar um quarto particular para o meu pai”, reclama ele.
Procurada, a Empresa São José disse que, após tomar ciência do ocorrido, prestou toda assistência à família e que vai apurar as causas do acidente. Já a Santa Casa se limitou a informar que a vítima recebeu alta ontem às 15 horas.
Acamado
De acordo com o filho do aposentado, devido à idade avançada do paciente, os médicos decidiram por não submetê-lo a uma cirurgia e orientaram para que o tratamento seja feito em casa. “Ele ficará um mês de cama, sem poder se mexer. A torcida é para que apenas com os remédios e o repouso os ossos possam colar, caso contrário a única saída será a cirurgia.”
O aposentado mora com a mulher de 82 anos e ficará aos cuidados dos filhos. “Considero uma falta de responsabilidade o que aconteceu com o meu pai, por isso vamos acionar a empresa na Justiça”, disse o filho.
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