Comecemos por uma reflexão favorável ao sentido das palavras do filósofo e colunista Luiz Felipe Pondé, da Folha de S. Paulo (caderno ‘Ilustrada’ de 19 de janeiro último), a propósito do que lera em Como Jesus se tornou Deus — já referido neste espaço — do acatado escritor Bart Ehrman.
Pondé, embora materialista, considerou a grandeza do mais importante acontecimento da humanidade.
Disse que, sem a ressurreição de Jesus, o cristianismo nascente não teria vingado, e Ele teria sido mais um ‘messias’ entre os inúmeros que surgiram naquela época.
Nem bomba atômica, nem viagem interplanetária, nem transplantes, nem o sequenciamento do DNA, absolutamente nada se compara à ressurreição de Jesus. Com certeza absoluta, ela é o selo que testifica o ensinamento do Mestre e a prova indestrutível da imortalidade.
É preciso não esquecer que Jesus havia dito aos rabinos Anás e Caifás (sogro e genro) — os mesmos que ansiavam por exibir Seu corpo morto —, que ‘se destruíssem o Templo, o reconstruiria em três dias’.
Duvidaram: ‘Se Salomão levou mais de 40 anos para construir o Templo, como você o reconstruiria em três dias?’ Ao que lhes respondeu: ‘Não falo do templo de pedra, mas do Templo da minha manifestação.’
Ainda em dúvida e com o propósito de evitar uma farsa que julgavam possível por parte dos Seus seguidores, pediram a Pôncio Pilatos que enviasse a guarda palaciana para vigiar-Lhe o túmulo todo o tempo.
A ressurreição anunciada, todavia, aconteceu realmente para que nada ficasse no campo das hipóteses. E, mais do que antes, ficou claro e indiscutível o valor do ensinamento moral do Cristo.
A humanidade precisava de uma prova maiúscula, um fato grandioso que não deixasse dúvida, e eis que aconteceu o ressurgimento do Mestre, a nos demonstrar inequivocamente que Ele venceu a morte.
Eis a vida em abundância de que Ele falava.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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