Vamos começar pela mamoneira. Quando seus frutos secam e começam a se fechar, eles vão apertando a semente que fica lá dentro. Apertam, apertam, apertam e ploft! A casca espinhuda quebra e a semente voa longe. Se estivermos perto, vamos escutar o barulho seco. É assim que a planta garante o nascimento de outras, pois as sementes se espalham e brotam onde caem.
De forma semelhante, as sementes do dente-de-leão, uma flor bonita, também voam para longe da planta-mãe. Mas ao contrário das flores da mamoneira, que são pesadas, as do dente-de-leão são levíssimas, parecem pedacinhos de algodão levados pelo vento. São muito curiosas estas sementes: possuem um tipo de guarda-chuvinha de pelos que as ajudam a flutuar e, depois, a se fixar no solo.
Muito interessantes são as trepadeiras. Elas têm este nome por conta da capacidade que possuem de escalar muros. Os ganchos que possuem nos caules finos se prendem à superfície onde ganham apoio para crescer.
E o girassol? Sabia que essas flores se movimentam bastante ao longo do dia? Como precisam de luz para crescer, vão girando de acordo com o movimento que o Sol faz no céu. E como é que isso acontece? Vamos explicar: na haste da flor, bem pertinho dela, há uma substância que não gosta do Sol. Assim, durante o dia, esta parte do caule vai se deslocando para a sombra, o que faz com que a flor fique virada para o astro-rei.
A planta conhecida como sensitiva ou dormideira reage ao mínimo toque de humanos, animais ou objetos. Basta que algum deles esbarre nas suas folhas para que elas murchem. É uma forma de defesa. Depois de algumas horas volta a ganhar a forma original.
Agora, a mais original movimentação das plantas acontece com um arbusto chamado tumble weeds, palavras inglesas que poderiam ser traduzidas por “planta cambalhota”. Quando ela seca, o vento a arranca do solo e ela vai rolando pela terra, adquirindo a forma de uma bola. Rolando de um lado a outro, ela morrre, mas deixa cair suas sementes, que vão brotar na primavera.
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