Após 108 dias presa na cadeia do Jardim Guanabara, em Franca, a vigilante Elaine Cristina da Silva, 39, ganhou ontem o direito de responder seu processo por homicídio simples em liberdade. Na noite do último dia 25 de janeiro, Elaine assassinou a tiros, no Jardim Paineiras, a ex-companheira, policial militar Marcela Maria de Oliveira, 31.
Na audiência de instrução para oitiva de testemunhas do processo, realizada nesta semana, o juiz do caso, Wagner Carvalho Lima, atendeu a solicitação da defesa e deferiu o pedido de liberdade provisória. “Não mais estão presentes os requisitos da prisão preventiva, tanto que o Ministério Público também foi favorável à pretensão”, disse o juiz em sua decisão.
A audiência foi a última antes da decisão judicial que definirá se a vigilante será ou não levada a júri popular. Em caso de despacho favorável, o julgamento deve ocorrer em junho.
Elaine e Marcela viveram juntas por seis anos. Em dezembro, o relacionamento acabou e a policial passou a namorar uma mulher de São Paulo. Na noite do crime, elas se encontraram em uma rua do Paineiras e discutiram. Elaine deu dois tiros no peito da ex e tentou se matar com um tiro também no peito. Em depoimento à polícia, ela disse que se sentiu traída ao ver a ex-namorada com outra e que acabou perdendo a cabeça.
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