Filhas vão processar motorista que matou idosa atropelada em avenida


| Tempo de leitura: 2 min
Sônia Nascimento e Beronice Ferreira, filhas da aposentada Rosária de Oliveira, 68, morta em atropelamento na semana passada
Sônia Nascimento e Beronice Ferreira, filhas da aposentada Rosária de Oliveira, 68, morta em atropelamento na semana passada
“Minha mãe era uma mulher cheia de saúde. Não tinha enfermidade nenhuma. Ela queria muito uma churrasqueira e dei de presente para ela no Natal. Ela foi comprar a grelha. A gente ia estrear no Dia das Mães. Na volta, aconteceu isto. Ela morreu com a grelha nas mãos. Ele nos tirou o direito de passar o Dia das Mães com ela”, o relato emocionado e feito entre lágrimas é de Sônia Nascimento. Ela é filha da aposentada Rosária Francisca de Oliveira, 68, que foi atropelada por um ônibus no cruzamento da avenida Presidente Vargas com a rua Afonso Pena, no bairro Cidade Nova, na semana passada. O acidente ocorreu por volta das 19 horas de quarta-feira e a vítima morreu no início da madrugada seguinte. 
 
 
A Polícia Civil investiga se o motorista Francisco Herculano da Silva, 33, residente em Orlândia, não teria respeitado o sinal vermelho do semáforo no cruzamento, como afirmam testemunhas. Imagens gravadas pelas câmeras da Drogafarma mostram o ônibus atingindo a mulher que tentava atravessar a faixa de pedestre após fazer compras no supermercado São Paulo. “Infelizmente, vi as imagens que me chocaram muito e têm tirado minha paz todos os dias. Faltava pouco para minha mãe atravessar. Tinha como o motorista evitar o acidente. Ele assumiu o risco de atropelar para ver no que iria dar e deu na morte dela”, disse a filha.
 
Sônia, ao lado da irmã Beronice Ferreira, reclama do que consideram descaso do motorista e da empresa para qual ele trabalha e que presta serviço para a Prefeitura de Orlândia. “Ninguém nos procurou no dia, nem no velório, nem depois, sequer para chorar conosco.”
 
Ontem, as duas únicas filhas de Rosária decidiram procurar um defensor para acompanhar a investigação criminal e também para processar a empresa de ônibus e a Prefeitura de Orlândia para que paguem uma indenização à família. 
 
“O motorista tem que ser punido e preso ao fim do processo. Contra imagens não há defesa. Todos os veículos estavam devidamente parados e ele, no corredor, mesmo sem andamento dos demais veículos, passou no semáforo vermelho”, disse o advogado Reginaldo Carvalho.
 
Um outro episódio envolvendo o motorista Francisco Herculano veio à tona ontem. No dia 1º de setembro de 2013, ele foi preso em flagrante em Morro Agudo por embriaguez ao volante. Ele bateu um Ford Fiesta no portão de entrada de uma fazenda. Dois pneus estouraram com o impacto. 
 
De acordo com o boletim de ocorrência, ele cheirava a álcool, estava com os olhos vermelhos e mal conseguia ficar em pé. Como não pagou a fiança de R$ 700, foi preso na cadeia de Sales Oliveira. “Vou juntar esta ocorrência no inquérito que abri para apurar as causas do acidente que matou a aposentada aqui em Franca. Em princípio, ele será indiciado por homicídio culposo mas, se surgirem fatos novos, posso mudar para doloso (quando há intenção de matar)”, disse o delegado do 1º DP, Luís Carlos da Silva.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários