Prefeitura de Restinga atrasa salários


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Luciene Martins foi empossada como prefeita de Restinga no dia 24 de abril. Há duas semanas à frente da cidade, esse é o primeiro grande entrave enfrentado
Luciene Martins foi empossada como prefeita de Restinga no dia 24 de abril. Há duas semanas à frente da cidade, esse é o primeiro grande entrave enfrentado
A burocracia envolvendo a movimentação de uma conta bancária tem deixado 300 servidores da Prefeitura de Restinga sem pagamento. Depositado todo quinto dia útil do mês, o salário está atrasado desde a última sexta-feira, 8, devido à dificuldade que a prefeita Luciene Martins (PRB) tem encontrado para realizar uma transferência bancária. Segundo Luciene, a Prefeitura tem dinheiro em caixa, porém, em razão das constantes trocas de prefeito (foram oito mudanças em pouco mais de dois anos), o Banco do Brasil não liberou a conta da Prefeitura para que ela pudesse ser movimentada pela nova administração.
 
Há duas semanas à frente da administração da cidade, esse é o primeiro grande entrave enfrentado pela prefeita que espera ver o problema resolvido ainda nesta semana. “Em termos financeiros, achei que seria mais difícil, mas conseguimos o dinheiro. O que emperrou foi a não liberação para movimentação da conta e os outros procedimentos que envolvem o pagamento”, disse ela.
 
Luciene diz que chegou a fazer a previsão de pagamento para a agência do Banco Santander na cidade, instituição que detém a folha de pagamento da Prefeitura, porém, não conseguiu transferir o valor e o dinheiro em espécie precisou ser devolvido. A folha de pagamento da Prefeitura de Restinga está orçada em R$ 757 mil e, após a previsão, o Santander exige prazo de dois dias para disponibilizar o dinheiro.
 
A expectativa é que a situação se resolva entre hoje e amanhã, e todos os funcionários possam de fato ter acesso ao salário. Nos departamentos da Prefeitura, uma greve chegou a ser cogitada pelos servidores, mas a paralisação foi descartada na tarde de ontem pela prefeita. “Houve essa conversa de greve, mas os servidores estão sendo comunicados e com o pagamento os ânimos se acalmam”, disse Luciene.
 
Procurado, o Banco do Brasil informou, via assessoria de imprensa, que “está trabalhando em conjunto com a Prefeitura de Restinga para solucionar o caso o mais breve possível”.
 
Cartão alimentação
Fixado em R$ 150, o cartão alimentação dos servidores também está atrasado. Segundo Luciene Martins, esse é o terceiro mês seguido que o pagamento do benefício não ocorre. “O cartão era de R$ 100 e resolveram aumentar sem saber se a Prefeitura teria condições de pagar. Acredito que seria melhor receber R$ 100 do que não receber”, disse. No caso dos funcionários lotados no setor de Educação, o pagamento não é realizado há dois meses.
 
A prefeita disse que espera, a partir de junho, ter condições de começar a negociar o pagamento dos atrasados juntamente com o cartão do mês.
 
Vai e volta
Afastada da função desde setembro de 2013, Luciene conseguiu no Tribunal de Justiça de São Paulo provar sua inocência das acusações de irregularidades e conquistou o direito de assumir novamente a cadeira de prefeita. Antes, ela que exercia o cargo de vice, havia sido cassada junto com o então prefeito Paulo Pitt (DEM), oito meses após assumir a Prefeitura, por suposta manutenção de funcionários fantasmas e desvio de dinheiro do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica). Com apoio da Câmara Municipal e de posse de um mandato de segurança, ela foi empossada como nova chefe do Executivo no dia 24 de abril.

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