Um crime marcou o estado do Espírito Santo. Um Conselheiro de Interior da Embaixada da Espanha no Brasil confessou à Polícia Civil ter assassinado a esposa a facadas na última terça-feira, 12. Jesús Figón Leo, de 64 anos, matou Rosemary Justino Lopes, de 56 anos, no apartamento do casal, localizado na capital, em Vitória.
Tudo indica que o relacionamento de 30 anos do casal era conturbado, já que alguns boletins de ocorrência registrados anteriormente revelam até mesmo agressão por parte de Rosemary, que chegou a arremessar um extintor na cabeça do marido, segundo informações do G1 pelo delegado Adroaldo Lopes.
Jesús teria comparecido até a polícia por livre e espontânea vontade e confessou o crime, contando que a mulher sofria de depressão, além de ser alcoólatra. De acordo com o Conselheiro, a ex-mulher perdeu um filho no mês de junho, de um ano que não foi especificado por ele, e sempre que se aproximava da data de morte do filho, as crises da esposa pioravam e ela acabava tendo recaídas e bebendo de forma exagerada. Na noite do crime, Jesús disse que a mulher teria partido para cima dele com uma faca na mão, foi quando ele revidou tomando o objeto dela e a esfaqueou em seguida para se defender, resultando na fatalidade registrada.
Jesús não será julgado no Brasil, mas na Espanha, devido o cargo que ocupa lhe conceder o benefício de imunidade diplomática, estabelecido na Convenção de Viena, tratado sobre Relações Diplomáticas assinadas por vários países que estabelecem algumas regras, privilégios e assuntos do gênero para os atuantes da área. De acordo com a lei prevista, Jesús será considerado uma “pessoa non grata” no Brasil, e provavelmente será enviado para o seu país de origem em breve para que possa ser julgado. Até embarcar ele ficará de posse da Polícia Federal. Um dos únicos procedimentos que o Conselheiro precisou passar foi por exame de corpo de delito no Departamento Médico Legal, já que ele apresentava lesões no corpo, que deverá ser incluso no inquérito e encaminhado para a Embaixada da Espanha.
De acordo com depoimentos dos familiares da vítima ao G1, eles demonstravam ser um casal tranquilo perante a família. O irmão de Rosemary foi um dos primeiros a chegar ao local do crime e o responsável pelo reconhecimento do corpo. Segundo o G1, o casal tem uma filha de 25 anos, que reside na Espanha e teria sido informada a respeito da morte da mãe pelo próprio pai.
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