O vereador Luiz Vergara (PSB) foi notificado oficialmente, na sessão de ontem, da suspensão de 60 dias que recebeu do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara por ter dado um tapa na cara do marceneiro Hélio Vissotto, durante sessão realizada no começo de março.
Chegou cedo à Câmara e ocupou seu lugar na Mesa Diretora, como 2º secretário. Parecia que ia encarar de frente o veredicto, mesmo com a casa lotada de servidores, que o acusaram de “traidor” durante a greve. Mas, dois minutos antes do início da leitura do relatório final com a decisão do Conselho, Vergara saiu do plenário e foi para seu gabinete. “Tem que ser homem e ouvir. Não foi homem para dar o tapa?”, gritou um grevista.
Enquanto o primeiro secretário, Adérmis Marini (PSDB), fazia a leitura, os servidores se viraram de costas em sinal de protesto. Eles esperavam que o vereador fosse expulso. Quando a punição de suspensão foi anunciada, os grevistas vaiaram e começaram a cantar. “um tapinha não dói, um tapinha não dói, chama o Vergara!”. A música foi uma das mais tocadas durante a greve.
O vereador assinou a notificação em seu gabinete. Em seguida, acompanhado de assessores e do filho, deixou a Câmara às pressas, entrou em seu carro e saiu sem dar entrevistas. A suspensão se encerrará no dia 12 de julho.
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