Médico de Franca é suspenso por 30 dias pelo Cremesp; relembre o caso


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O médico Vínio Cintra e Oliveira: ‘Surgem reclamações a toda hora, mas raras têm fundamento’
O médico Vínio Cintra e Oliveira: ‘Surgem reclamações a toda hora, mas raras têm fundamento’
O clínico geral Vínio Cintra e Oliveira, 65, passou o último mês de abril suspenso de sua profissão. A medida constitui o cumprimento de pena disciplinar relacionada a um processo de 2011. A medida foi executada pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Em uma publicação de março no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o órgão afirma que o médico infringiu três artigos do Código de Ética Médica.
 
São apontados o artigo 55, que proíbe aos médicos o uso da profissão para “corromper costumes, cometer ou favorecer crimes” e o 63, que veda o desrespeito ao pudor de pessoas sob o cuidado profissional. O documento também indica o artigo 65, que não permite ao profissional “aproveitar-se de situações decorrentes da relação médico-paciente para obter vantagem física, emocional, financeira ou política”.
 
A assessoria de imprensa do Cremesp, em São Paulo, confirmou a punição e os artigos do Código de Ética que foram infringidos pelo profissional de Franca, mas não informou qual o caso o julgamento se refere por conta do sigilo médico.
 
O caso
Procurado pela reportagem do Comércio na tarde de ontem, o médico Vínio Cintra e Oliveira não quis detalhar o caso pelo qual foi punido, apenas confirmou ser sobre um episódio noticiado pelo jornal há quase cinco anos, a respeito de uma paciente com alergia.
 
Em setembro de 2010, uma matéria publicada pelo Comércio trouxe a denúncia de uma cabeleireira, na época com 35 anos, que registrou um boletim de importunação ofensiva ao pudor contra Vínio Oliveira.
 
Na ocasião, a mulher disse que, durante uma consulta, o médico teria pedido para ela abaixar as calças e se virar de costas para examinar suas nádegas. Ela atendeu a solicitação, embora tivesse estranhado o pedido, pois a alergia era na região dos braços.
 
Depois, o médico teria pedido para ela colocar a calcinha de lado para avaliar a região pubiana. A cabeleireira, então, deixou o consultório chorando. O atendimento em questão foi realizado no antigo Pronto-socorro “Dr. Janjão”.
 
Já naquela época, ainda segundo a reportagem, existiam contra o médico pelo menos quatro queixas formais. O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) de Franca havia aberto sindicâncias para apurar tais denúncias. 
 
Punição ‘injusta’
Na tarde dessa segunda-feira, Vínio Oliveira afirmou que está recorrendo da punição e que a considera “injusta”. “Tenho 40 anos de profissão e surgem reclamações a toda hora, mas raras têm fundamento”, alegou.

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