Ônibus atropela e mata idosa na Presidente Vargas


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Uma idosa atropelada por um ônibus no cruzamento da avenida Presidente Vargas com a rua Afonso Pena, no bairro Cidade Nova, morreu no início da madrugada de ontem. O acidente ocorreu por volta das 19 horas de quarta-feira. Rosária Francisca de Oliveira, 68, que voltava a pé para casa após fazer compras em um supermercado, não resistiu aos ferimentos e morreu na Santa Casa. A polícia investiga se o motorista do ônibus, Francisco Herculano da Silva, 33, residente em Orlândia, não teria respeitado o sinal vermelho do semáforo no cruzamento.
 
Imagens gravadas por câmeras de segurança de uma farmácia mostram outros veículos parados na Vargas. Silva, que seguia com um ônibus de turismo com placas de Orlândia (SP) pela avenida, na faixa da esquerda, sentido bairro, não fez menção de parar. Ele avançou e atingiu a vítima ainda na faixa de pedestre, a poucos metros do canteiro central da avenida.
 
O corpo da idosa foi arrastado por cerca de 15 metros e ficou preso sob o veículo. Uma equipe dos Bombeiros precisou de quase dez minutos para fazer o resgate. Com fraturas nas costelas, no quadril e suspeita de hemorragia interna, a vítima foi socorrida pelo Samu. Ela morreu seis horas após o desastre.
 
 
Em depoimento, Silva alegou que o sinal do semáforo estava verde. No entanto, há testemunhas que teriam garantido que o sinal estava vermelho e que o motorista não o respeitou. Silva foi submetido ao teste do bafômetro e o resultado deu negativo para a presença de álcool em seu organismo. Documentos pessoais e do ônibus estavam regulares. A ocorrência foi registrada no Plantão como homicídio culposo (sem intenção de matar). Silva foi liberado.
 
O 1º Distrito Policial é a unidade policial responsável pela apuração dos fatos. O delegado Luís Carlos da Silva instaurou inquérito e marcou para a próxima terça-feira, 12, os depoimentos de testemunhas (nomes não revelados). Os policiais que atenderam a ocorrência também foram convocados.
 
O motorista, segundo o delegado, será ouvido por carta precatória, enviada ontem para a Delegacia de Polícia de Orlândia, onde ele reside. O delegado requisitou perícia das imagens existentes e deve pedir ao IC (Instituto de Criminalística) uma nova perícia no local do acidente. “A natureza da ocorrência poderá ser alterada caso seja comprovado que o motorista ultrapassou o sinal vermelho”, disse o delegado. Neste caso, Silva responderá por homicídio doloso (quando há intenção de matar).
 
“A princípio, todos os indicativos apontam que o sinal do semáforo estava vermelho e que ele (motorista) assumiu os riscos”, disse o delegado. Ele revelou ainda que mais de um estabelecimento nas proximidades do cruzamento gravou o atropelamento.
 
“Requisitei e amanhã (hoje) receberemos novas imagens que mostram se o semáforo estava ou não verde no momento do acidente, como chegou a declarar o motorista aos policias que estiveram no local”, acrescentou Silva.
 
A direção da empresa proprietária do veículo, em nota, disse que presta apoio à família da idosa, assim como ao motorista e aguarda a conclusão do inquérito para tomar eventuais providências.
 
Na Justiça
Rosária Oliveira morava sozinha no bairro Boa Vista. A família tomou conhecimento do acidente pouco antes da meia noite. Funcionários da Santa Casa localizaram uma de suas filhas por telefone. Foi umsusto. Gerente de restaurante, o neto da idosa, Thiago Henrique Dib, 22, assim que foi comunicado, se dirigiu ao hospital. Pouco antes da 1 hora, um enfermeiro chegou com a notícia de que a avó havia falecido.
 
Ontem, após o sepultamento, ele falou sobre o ocorrido. Na concepção da família, de acordo com Dib, o motorista agiu de forma consciente. “Pelo que ouvimos, pelo que foi dito, pelas imagens que estão circulando nas redes sociais, não há duvidas de que ele teve responsabilidade. Ele assumiu o risco ao cruzar a via”, acredita o gerente. Dib acredita que o motorista não estava em velocidade acima da permitida. “Não creio que ele estivesse correndo, mas assumiu o risco e vai responder, junto com a empresa, pelo seu ato. Vamos processar tanto ele (motorista) quando a proprietária do ônibus”, afirmou.

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