Que o Hélio Vissotto não pergunte “quanto”. Mas, um ex-opositor, pelo menos em tese, acaba de ser contemplado pelo governo com um agradinho. Alexandre Ferreira (PSDB) não perdeu tempo e já indicou um vereador de sua confiança, capaz de substituir à altura Luiz Vergara, para a função de seu porta-voz na Câmara. O escolhido foi Laercinho (PP), a quem o servidores apelidaram de “Tiririca” durante os protestos de greve. Foi um reconhecimento do prefeito ao vereador que o chama de “Xandão”. Em princípio, ele ocupará a vaga do titular como “vice-líder”. Se for bem, pode ser mantido. Laercinho, para quem não se lembra, pediu votos para Graciela nas eleições de 2012. A delegada perdeu, justamente, para Alexandre. Como sente forte atração por quem tem o poder, o vereador mudou de lado após tomar posse. Passou a bater palmas para o “prefeitão”. Em julho de 2014, Laercinho foi flagrado em um vídeo oferecendo dinheiro, mudas doadas pela Prefeitura e até uma vaca a um sitiante para que ele não denunciasse a invasão de parte de sua propriedade pelas obras de alargamento de estrada rural no Paiolzinho. O Conselho de Ética da Câmara achou que não era caso de punição. Laercinho será o quarto líder do prefeito em pouco mais de dois anos de governo. Antes dele, ocuparam o cargo Adérmis (PSDB), Marco Garcia (PPS) e Vergara.
Jogo de cartas marcadas: “Final previsto: Quem espera uma punição rigorosa para Luiz Vergara precisa começar a se conformar. A pizza já está no forno. O governo municipal tem interesse no caso e articula para que o Conselho de Ética, formado por três vereadores da base, não pegue pesado com o líder do prefeito. A expulsão está completamente fora de cogitação. Como uma simples advertência seria mais uma tapa na cara do povo, é possível que o vereador seja suspenso, talvez, por 60 dias”. Reprodução de nota publicada nesta coluna dia 19 de março, uma semana após o Conselho começar a “investigar” Vergara.
Decolagem não autorizada: Ou Vergara não esperava ser suspenso ou estava esnobando a decisão dos colegas. Ele pretendia viajar para Brasília, terça-feira, com o carro oficial, e com todas as despesas pagas pela Câmara, para participar de encontro de vereadores. Só retornaria no dia 8. Como a punição seria anunciada na mesma tarde, o presidente Marco Garcia (PPS), apesar da insistência, não autorizou o pedido.
Tucanos divergentes: O prefeito vetou projeto de lei aprovado pela Câmara que proíbe supermercados de reter consumidores na saída com a exigência de fazer nova conferência das mercadorias que foram pagas nos caixas. A proposta havia sido apresentada por Valéria e Donizete da Farmácia, ambos do PSDB, como Alexandre.
Tô fora!: O ex-secretário de Finanças Sebastião Ananias se desfiliou do PSDB na semana passada. Ele avalia convites de outros partidos para disputar a sucessão municipal no ano que vem.
Assédio: Integrante da alta cúpula do PSB no Estado ligou para o vereador Daniel Radaeli e disse que as portas do partido estão abertas para ele. O delegado, que anda descontente com as pressões que tem recebido do PMDB para deixar de criticar o prefeito, prometeu analisar com carinho o convite.
Políticos de opinião: A Câmara aprovou moção de repúdio ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), por conta da ação da polícia que deixou cerca de 200 feridos durante protestos em Curitiba. Todos os vereadores votaram favoráveis, menos Jépy Pereira (PSDB) e Cordeiro (PSB), que preferiram vazar na braquiária.
Edson Arantesjornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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