Uma mulher do estado americano de Nebraska foi mantida viva com a ajuda de aparelhos por quase oito semanas após ter morte cerebral diagnosticada para que seu bebê sobrevivesse. O Methodist Health System Hospital anunciou que o bebê Angel Perez nasceu dia 4 de abril e está bem de saúde, apesar de ser mantido na incubadora e se alimentar por sonda.
A mãe, Karla Perez, tinha 22 anos e foi diagnosticada com artrite reumatoide juvenil quando ainda era criança. Os médicos alertaram que ela nunca poderia ter filhos, mas apesar disso, Karla teve uma primeira filha sem problemas e decidiu parar de tomar remédios para engravidar novamente. “O casal realmente queria este bebê. E uma gravidez saudável era mais importante para ela que seu próprio conforto,” afirma um comunicado do hospital para a imprensa.
Em 8 de fevereiro Karla começou a sentir fortes dores de cabeça que não melhoravam, e foi levada desacordada para o hospital. Os médicos constataram que ela havia sofrido morte cerebral em decorrência de uma forte hemorragia cerebral. Foi determinado que os médicos poderiam salvar o bebê, então Karla foi ligada à aparelhos e mantida viva por mais 54 dias – o tempo necessário para que o bebê então com 22 semanas pudesse nascer por cesariana.
Em toda a história, aconteceram apenas 15 casos semelhantes ao de Perez, o último nos Estados Unidos em 1998. “Não há nada nos livros sobre como prestar assistência médica nesses casos. Por isso o trabalho de nossa equipe foi tão importante,” informa o comunicado à imprensa.
A equipe médica diz que o nascimento do bebê foi agridoce, mas Perez deixou um legado incrível em seu filho. “Não poderia estar mais orgulhosa de nossa equipe médica e dos mais de 100 funcionários que se envolveram no caso,” disse Sue Kort, vice-presidente do hospital. “A perda da vida de Karla foi difícil, mas o legado que ela deixou é extraordinário.”
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