A notícia de que o PSB e o PPS decidiram se fundir agita o cenário político de Franca desde quinta-feira, 29, quando o anúncio foi feito pelos presidentes nacionais das siglas, Carlos Siqueira, do PSB, e Roberto Freire, do PPS. Caso a união se confirme, nascerá uma nova força partidária na cidade com potencial de impactar a sucessão municipal de 2016 e de dizimar partidos médios, como o PP.
O processo de fusão deve estar concluído até junho. Ainda não foi definido qual será o nome do partido a ser formado. A proposta do PSB é que o a nova legenda se chame “PSB 40”. A sigla já nascerá com o status de maior bancada da Câmara Municipal ao lado do PSDB, com quatro cadeiras cada. Mas os tucanos correm o risco de perder Valéria Marson.
O PSB tem dois vereadores: Luiz Vergara e Cordeiro. O presidente da Câmara, Marco Garcia, e Zezinho Cabeleireiro são os representantes do PPS. Os quatro estarão juntos na nova legenda. “Acredito que a fusão será boa para os dois partidos. Deixaremos de ser médios para nos tornarmos grandes. Além de não perder vereador, poderemos ganhar, pois tem gente querendo se juntar a nós”, afirmou César Vilela, presidente do diretório do PSB.
Pelo menos três vereadores estão descontentes em seus partidos e avaliam a possibilidade de “pular” a janela que se abrirá com a fusão sem correr o risco de perderem o mandato. Laercinho e Claudinei da Rocha, ambos do PP, não sabem o que será feito do partido, pois a própria presidente, Graciela Ambrósio, cogita a possibilidade de se filiar ao PSD de Gilberto Kassab. Valéria Marson está rompida com o prefeito e já foi punida pelo PSDB. Se conseguir sair do ninho sem ser penalizada, a vereadora não pensará duas vezes.
O “PSB 40” seria um opção para o trio se abrigar. “Infelizmente, a migração para um partido novo é uma brecha que a lei eleitoral permite para se fazer a troca e não ser enquadrado por infidelidade partidária”, explica o advogado Denílson Carvalho, especialista em legislação eleitoral.
A eventual fusão não mudará apenas a composição da Câmara. Vai mexer com as peças do jogo de xadrez das próximas eleições e promete trazer problemas para o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). Hoje, os quatro vereadores dos partidos compõem a bancada governista, mas deverão mudar de lado em 2016. “Sempre deixamos claro que teremos candidato próprio no ano que vem. Não tem chance de não termos candidato”, afirmou Vilela.
Antes mesmo de anunciar a intenção de se fundir com o PPS, o PSB já havia iniciado conversas para receber o ex-prefeito Sidnei Rocha, que deverá deixar o PSDB. Brigado com Alexandre Ferreira e rompido há anos com Roberto Engler, Sidnei foi chamado para se juntar ao PSB e classificou o convite como “agradável e simpático”. “Estamos de portas abertas para receber o Sidnei. Ele é o nosso plano A para candidato a prefeito”, concluiu César Vilela.
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