Polícia Civil deve pedir a prisão de 9 ladrões de couro


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Policiais retiram couros apreendidos para serem guardados na DIG
Policiais retiram couros apreendidos para serem guardados na DIG
A Polícia Civil de Franca pedirá nesta semana a prisão de pelo menos nove pessoas envolvidas em ocorrências de furtos e roubos de couro na cidade. O bando integra dois grupos distintos que vinham atacando empresas do setor na cidade e em Patrocínio Paulista. Todo o produto era repassado para um receptador, que já está atrás das grades. O prejuízo causado aos empresários é próximo a R$ 1 milhão.
 
No dia 23 de abril, Edilson de Castro, 52, o “Véio”, dono de uma fábrica de calçados, localizada no Bairro Santa Terezinha, foi preso em flagrante por agentes da DIG e acusado de receptação. Ele foi surpreendido com cerca de 16 mil metros de couro furtados em, pelo menos, oito empresas nos últimos meses. O produto estava avaliado em R$ 800 mil e seria suficiente para fazer mais de 60 mil pares de calçados. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. “Não temos a menor dúvida de que ele é o maior receptador preso até hoje em Franca. O forte dele era receptar couro, mas também comprava diversos outros objetos furtados”, disse o delegado Márcio Murari.
 
A polícia afirma que a fábrica de “Véio” era o local onde uma quadrilha formada por quatro ladrões desovava tudo o que furtava. Os criminosos foram identificados e indiciados por furto e formação de quadrilha. 
 
Durante outra operação, realizada quarta, 29 de abril, a DIG anunciou a identificação do líder da segunda quadrilha. Ele e mais três comparsas foram detidos e confessaram três furtos. Ao lado dos criminosos identificados na primeira ação policial, eles também terão a prisão pedida. “Vamos instaurar cerca de 20 inquéritos policiais. Estamos apenas aguardando o relatório final da investigação. Os processos serão encaminhados à Justiça com pedido de prisão preventiva de todos os envolvidos, pois está claro a formação de quadrilha, além dos furtos qualificados”, afirmou Murari.
 
De acordo a polícia, os dois líderes das quadrilhas eram comparsas até pouco tempo e praticavam os crimes juntos. Eles acabaram se desentendendo e formaram grupos distintos. O bando desmantelado no dia 23 respondia por cerca de 80% dos furtos. “Já devolvemos para empresários de Franca e Patrocínio Paulista cerca de dez mil metros de couro. Ainda restam mais de cinco mil metros apreendidos para serem reconhecidos e restituídos às vítimas”, concluiu Murari. 
 
 

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