Acidentes pipocam em 5 cruzamentos


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Moto colidiu com carro nessa quinta-feira no cruzamento da Adhemar de Barros com a rua Brasília. Batida é a quinta desta semana
Moto colidiu com carro nessa quinta-feira no cruzamento da Adhemar de Barros com a rua Brasília. Batida é a quinta desta semana
Um acidente grave ocorrido ontem no cruzamento da avenida Adhemar de Barros com a rua Brasília chamou a atenção para as passagens perigosas ao longo da via e também de outras regiões da cidade. Na manhã dessa quinta, o motociclista Antônio Granero, 67, não teria respeitado o sinal de Pare e colidiu com o carro do técnico de telecomunicações Éric Batista, 34. Segundo o técnico, a moto não parou quando descia a Adhemar de Barros e bateu na lateral de seu carro. O motociclista sofreu politraumatismo e passou por cirurgias na tarde de ontem, na Santa Casa. “Sempre uso a via e vejo que é muito perigoso, tinha que colocar um semáforo”, reclama o motorista do carro.
 
De acordo com comerciantes das proximidades, o acidente da manhã de quinta-feira é o quarto ocorrido nos últimos quatro dias no mesmo local. O vendedor de uma loja de bicicletas, na esquina do cruzamento, diz que veículos quase já invadiram o estabelecimento após batidas. “Fica até ruim para o negócio, pois o risco da via pode afastar clientes”, disse Jorge Luís da Silva, 35.
 
Além deste local, o cruzamento da avenida Adhemar de Barros com a rua Curitiba é outro ponto considerado crítico pelos motoristas e comerciantes da redondeza. “Se a mão da rua Curitiba descesse, ia ser bem melhor, porque as pessoas vêm em alta velocidade na Adhemar de Barros e colidem com quem sobe essa rua”, sugere o dono de uma loja de borrachas, Thiago Cintra, 28. Desde o ano passado, os usuários pedem a colocação de um semáforo ou alguma intervenção para melhorar o trânsito nessa passagem.
 
Outra avenida, a Hélio Palermo, apresenta pelo menos dois pontos de risco. Um deles é o cruzamento com a avenida Alagoas, onde uma colisão entre uma moto e uma camionete deixou o mecânico Rafael de Paula Ferreira, 25, gravemente ferido no começo do mês. 
 
Outra área perigosa é o encontro da via com a avenida Dom Pedro I. Na última quinta, um jovem de 22 anos seguia na Hélio Palermo quando bateu sua moto em um caminhão, que cruzava a via saindo da Dom Pedro I.
 
Problema antigo 
Desde o ano passado, comerciantes e moradores do encontro da avenida General Telles com a rua Homero Alves também pedem mais segurança no trânsito. “Já pedimos na Prefeitura, que prometeu fiscalização por radar para diminuir a velocidade na via, mas nada foi feito até agora”, afirma o gerente de uma empresa de calçados que fica entre as vias, Wilson José de Souza, 38.
 
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Soluções
Uma equipe da Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania esteve no cruzamento da Adhemar de Barros com a rua Brasília na tarde dessa quinta-feira. No local, como medida de emergência, será refeita a pintura da sinalização do Pare no asfalto. “Posteriormente, faremos um estudo dessas vias e levantaremos as estatísticas de acidente para poder fazer outras intervenções mais profundas”, afirmou o secretário da pasta, Sérgio Buranelli.
 
Em relação à rua Curitiba, o secretário garantiu que a inversão da via está sendo avaliada e deve ser implantada, mas não há prazo definido.
 
Já sobre os cruzamentos da Hélio Palermo com a Alagoas e a Dom Pedro I, Buranelli alegou que é feito um monitoramento constante pela Polícia Militar e que o limite de velocidade está indicado na via, que é de 60 km/h.
 
A respeito da General Telles, o secretário prometeu novamente radar móvel. “Vou entrar em contato com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar para que, na segunda-feira, insira essa via no roteiro de fiscalização”, afirmou.

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