Preso em flagrante, na noite de quarta-feira, por posse ilegal de munição de uso restrito, Frank Sanner Silva, 33, apontado como suspeito de participar do ataque à sede do GCN, na madrugada do último dia 21 de abril, negou tudo. Silva foi ouvido ontem na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. “É direito dele negar, mas para a polícia ele é sim suspeito de participar da explosão”, enfatizou o delegado Márcio Garcia Murari.
Silva foi procurado, junto com outros três suspeitos, pela DIG na manhã da última quarta-feira, durante operação da Delegacia Seccional. Apenas um, no entanto, foi detido, interrogado e liberado (a identidade foi mantida em sigilo). À noite, no entanto, PMs o localizaram no Jardim Aeroporto III em posse de R$ 1 mil em dinheiro e a mesma quantia em cheques. Na casa dele, a polícia encontrou duas munições de fuzil calibre 762. Conduzido ao Plantão Policial, o suspeito foi preso em flagrante por posse ilegal de munição. Durante a elaboração do flagrante descobriu-se que Silva era procurado pela Justiça de Minas por roubo.
Ontem, o preso foi apresentado na DIG e interrogado com a presença de um advogado. Ele negou envolvimento na explosão do caixa eletrônico do Banco do Brasil na sede do GCN e em outros crimes de mesma natureza na região. Por orientação do advogado, ele se limitou a apenas negar qualquer acusação. Sobre o mandado, o advogado disse que seu cliente já teria cumprido a ordem. Na Justiça mineira, segundo o delegado Murari, consta que o mandado de prisão não foi cumprido.
O preso foi recolhido ao CDP e deve seguir para Minas Gerais na próxima semana.
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