A face por trás da história do Yara Clube


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“Depois da minha família, a melhor coisa que construí em minha vida foi o Yara Clube.” É assim que Paulo Leme do Prado, o “Paulinho”, define o que a instituição representa em sua existência. Até hoje, com seus 82 anos, ele é o único fundador do clube que ainda frequenta o local e faz questão de estar presente nos projetos e realizações.
 
Paulinho fala com saudosismo daquela que ele mesmo define como a “época de ouro” do Yara. “Tinha fila para entrar neste clube, e todo mundo era muito amigo. Algo como família mesmo. Os bailes eram lotados, as pessoas gostavam de vir ao Yara e, até mesmo nas dificuldades enfrentadas, um apoiava o outro. Até hoje, aqui, nós abraçamos um ao outro e conversamos bastante, mas isso é aqui apenas. Lá fora, os tempos mudaram. Os valores estão diferentes e o movimento diminuiu. Temos poucos sócios, mas sei que nossa história perdurará por muito tempo.”
 
Natural de Restinga, ele veio para Franca aos 14 anos e estudou no colégio interno do Champagnat. Desde a adolescência, já tinha paixão pelo futebol, esporte que o Yara Clube tem como referência para manter suas atividades vivas. Através do pagamento da mensalidade dos sócios, de aluguel dos campos e de placas de patrocinadores nos três campos, o Yara garante seu funcionamento, mas Paulinho reconhece a necessidade de ter mais sócios, desde que isso não afete a filosofia do tradicional clube. “Só assim podemos crescer, mas penso que não é qualquer pessoa que deva entrar no Yara. É algo para quem concorda com nossa filosofia de ir devagar e sempre nos nossos trabalhos. Queremos um lugar em que possamos aproveitar os momentos com os amigos, não números. Prezamos a qualidade e, nem de longe, consigo pensar em um lugar melhor que o Yara para frequentar e aproveitar a vida. Que venham mais 60 anos de história, amizades e alegrias”, disse o emocionado fundador e entusiasta do Yara Clube.

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