Cerca de 120 policiais civis, divididos em 45 viaturas, cumpriram, ontem, 50 mandados de busca e apreensão nas 17 cidades sob jurisdição da Delegacia Seccional de Franca. Na operação, comandada pelo delegado seccional Luiz Carlos Almeida de Souza e coordenada pelo delegado assistente Daniel Paulo Radaeli, 36 pessoas foram presas e três menores apreendidos.
Mais de seis quilos de entorpecentes foram localizados. Um suspeito de invadir a sede do GCN e explodir um caixa eletrônico na madrugada do último dia 21 de abril foi localizado (leia na página 5). A polícia ainda desmantelou outra quadrilha envolvida em furto de couro e que possui dois integrantes suspeitos de matar um vigilante em março.
A operação teve início, simultaneamente, às 6 horas. Oito condenados pela Justiça foram capturados, assim como 14 por falta de pagamento de pensão. Oito acabaram presos em flagrante por tráfico e um por porte ilegal de arma de fogo. Quase 1.300 objetos foram apreendidos, além de drogas. Paralelo à movimentação, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca realizou a segunda fase da operação que apura os furtos e roubos de couro na cidade.
A primeira fase teve seu desfecho no último dia 23 de abril com a identificação de quatro integrantes de uma quadrilha que praticava os crimes. No mesmo dia, foi preso por receptação do couro de origem criminosa o empresário Edilson de Castro, 52, o “Véio”, dono da fábrica de calçados Castro, na Vila Santa Terezinha. Mais de 16 mil metros de couro foram localizados.
Ontem, a DIG anunciou a identificação do líder da segunda quadrilha, o sapateiro AMCS (polícia não revelou sua identificação), 29, do Ana Dorothea. Ele e mais três comparsas, incluindo uma jovem de 17 anos, foram detidos e ouvidos na sede da DIG. O quarteto confessou três furtos. Um Vectra, 1997, que estava em poder do sapateiro foi apreendido. O veículo foi adquirido, segundo o próprio líder, com o dinheiro da venda do couro. Nenhum deles foi preso.
“Ele (AMCS) era ‘sócio’ do líder da primeira quadrilha que identificamos. Os dois brigaram, ele saiu do bando e montou o seu próprio grupo criminoso”, disse o delegado Márcio Garcia Murari. Os dois grupos, além de furtar couro, repassava o produto para o mesmo receptador: “Véio”.
Agentes da DIG tentaram, mas não conseguiram localizar outros dois integrantes do bando desmantelado ontem. Segundo Murari, eles são os principais suspeitos de matar o vigilante noturno Carlos Henrique Neves, 60.
O idoso trabalhava em um curtume localizado às margens da rodovia Prefeito Fábio Talarico, quando na noite do último dia 10 de março, o local foi invadido. Neves foi ferido com dois tiros durante a tentativa de roubo. Os invasores fugiram sem levar nada. O baleado morreu 20 dias depois. “Os dois foragidos são suspeitos da morte do vigia. Eles não foram localizados e segundo informações, estariam foragidos desde o dia do crime”, afirmou o delegado. Os suspeitos teriam agido sozinhos no dia.
R$ 60 mil em drogas
A Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) prendeu durante a operação da Seccional um mecânico de 25 anos, do City Petrópolis, com mais de um quilo de pasta base de cocaína. “São mais R$ 60 mil em drogas fora de circulação”, disse o delegado Djalma Donizete Batista. Na terça-feira, os agentes da Dise já haviam apreendido cinco quilos de entorpecentes avaliados em R$ 100 mil. Um sapateiro desempregado de 29 anos, da Vila Imperador, foi preso em flagrante.
O mecânico, preso ontem, era investigado há três meses por suspeita de abastecer biqueiras de bairros da zona Norte. “Os policiais não tiveram oportunidade de prendê-lo antes por falta de materialidade do crime”, lembrou o delegado Batista.
Ontem, agentes estiveram na sua casa e localizaram 1,3 kg de pasta de cocaína, balança de precisão, uma porção de maconha e material para embalar drogas, além de R$ 2 mil em dinheiro. Ele confessou e acabou preso em flagrante.
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