Suspeito de explodir caixa no GCN é preso


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Explosão de caixa eletrônico, na madrugada do último dia 21, destruiu o balcão de anúncios do Comércio da Franca, na sede do GCN
Explosão de caixa eletrônico, na madrugada do último dia 21, destruiu o balcão de anúncios do Comércio da Franca, na sede do GCN
Um suspeito de explodir o caixa eletrônico do Banco do Brasil na sede do GCN foi preso ontem à noite pela Polícia Militar. De manhã, a Polícia Civil já havia detido outro suspeito. Frank Sanner da Silva foi pego em uma mata do Jardim Aeroporto e, em sua casa, PMs encontraram duas munições de fuzil 762, dinheiro, um chapéu idêntico ao utilizado por bandidos em explosões em Franca e em Nuporanga, entre outros objetos. Silva foi preso em flagrante por porte ilegal de munição de uso restrito. Contra ele, também havia um mandado de prisão por roubo, expedido pela Justiça de Minas Gerais.
 
Pela manhã, a Polícia Civil de Franca cumpriu cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça na tentativa de encontrar os criminosos que explodiram o caixa eletrônico localizado na sede do GCN, no dia 21. Um morador do Jardim Aeroporto III, cuja identidade é mantida sob sigilo, foi detido e conduzido à delegacia para prestar depoimento. Os outros quatro suspeitos - entre eles Silva, que seria preso à noite - não foram localizados.
 
A investigação
Os policiais da DIG conseguiram identificar os suspeitos após cruzarem as informações levantadas durante as investigações com denúncias anônimas feitas ao 197. Todos são monitorados devido à desconfiança de envolvimento em explosões de caixas eletrônicos em cidades próximas a Franca.
 
Com base nas informações apuradas por sua equipe, o delegado Márcio Garcia Murari solicitou os mandados de busca, que foram autorizados pela 1ª Vara Criminal.
 
Equipes da DIG e do GOE (Grupo de Operações Especiais) cumpriram a ordem judicial, por volta das 6 horas, em endereços dos jardins Aeroporto, Luiza e Paineiras. O suspeito detido foi encontrado no Aeroporto III e negou envolvimento. “Ele foi interrogado e submetido a exames periciais. É uma modalidade criminosa que temos de conseguir provas técnicas e testemunhais. Enquanto aguardamos os laudos serem emitidos pelo instituto de criminalística, continuaremos com as investigações”, disse Murari.
 
Não é a primeira vez que o suspeito é relacionado a crimes semelhantes. No dia 6 de março, quatro homens encapuzados e armados com fuzis assaltaram um banco em Nuporanga. Os criminosos fugiram levando cerca de R$ 40 mil. Pouco depois, o mesmo homem foi abordado pela Polícia Rodoviária nas proximidades da cidade. Como não foi encontrado nada que o incriminasse, foi liberado. 
 
Dias depois, já em Franca, após receberem denúncias de que ele estaria envolvido no roubo ao banco, policiais da Força Tática o detiveram e o levaram para a sede da DIG. “Ele estava com uma blusa de couro bastante semelhante à que um dos assaltantes usava durante o roubo em Nuporanga. Também tinha um ferimento nas mãos parecido com o flagrado pelas filmagens. Além disso, foram encontrados cerca de R$ 3 mil num bolso falso da blusa, que ele não soube explicar a origem”, disse o delegado.
 
Como estava fora do flagrante, o suspeito foi liberado. O mesmo aconteceu ontem. Nas duas ocasiões, o indivíduo foi acompanhado por um mesmo advogado, que veio de Ribeirão Preto para defendê-lo. “O que mais nos deixou com sérias suspeitas é que o advogado se comprometeu a apresentar um outro suspeito do crime que estamos procurando. Isso demonstra que todos têm ligação um com o outro.”
 
A prisão
A sorte de Frank Sanner da Silva não durou um dia. De manhã, ele não foi encontrado em sua casa, mas à noite, em operação pelo Jardim Aeroporto III, a Polícia Militar conseguiu detê-lo. A equipe do Tático I-15019 - formada pelo sargento Bueno, cabo Onassis e soldado R. Costa - entrou em uma mata, após denúncia de que um grupo estaria reunido no local. A PM tinha informações de que um dos indivíduos era suspeito de participação em explosões de caixas eletrônicos.
 
Na mata, os policiais detiveram Silva e, em sua casa, encontraram duas munições de fuzil calibre 762, R$ 2.022 em dinheiro, 1 binóculo, 1 chapéu idêntico ao utilizado no roubo a caixas de Nuporanga e do GCN, 1 cano de PVC usado para enterrar armamento e um cartão com um mapa de estabelecimento comercial.
 
Diferentemente do que aconteceu com o suspeito detido pela manhã, Silva ficou preso. Levado ao Plantão Policial, ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de munição de uso restrito e pelo mandado de prisão contra ele.
 
 

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