Apesar de sermos um país industrializado, com comércio e agricultura fortes, voltamos a observar corrente migratória de brasileiros em busca de oportunidade de trabalho no exterior, especialmente na Europa e Japão.
Já fomos considerados — estudo do Banco Mundial —, a sexta economia do mundo, mas, ano passado, fomos para a sétima posição e ainda não há notícia sobre o ranking de 2015. As notícias econômicas são desfavoráveis, a começar pelo número de demissões em diferentes setores, greves, tentativas de ajuste anunciadas pelo governo e instabilidade política.
O empresariado reclama medidas modernizadoras da economia e se aproveita da fragilidade do governo para fazer passar pelo Congresso, temas de seu interesse, a exemplo da ampliação da terceirização na mão-de-obra.
O governo, sem sustentação política e atropelado por escândalos de corrupção — dinheiro público utilizado para comprar e sustentar apoio de sua base aliada —, atira para todos os lados em busca de equilíbrio.
Metalúrgicos fazem greve para preservar o emprego, caminhoneiros bloqueiam estradas por tabela mínima de fretes, sindicatos não atrelados ao governo prometem greve geral se forem aprovadas as alterações no seguro-desemprego e na pensão por morte. Isso sem falar do movimento pelo impeachment da presidente.
É preciso buscara fluidez do conjunto produtivo para que a produção brasileira ofereça os empregos e a renda que a população necessita.
Não somos uma republiqueta de bananas, mas estamos vivendo como tal. Até por questão de sobrevivência, deveríamos todos nos unir e buscar saídas.
Não podemos concordar com a idéia pessimista de que as ‘saídas’ do Brasil sejam aeroportos que levam ao exterior.
Também não se pode buscar equilíbrio pensando única e exclusivamente nas próximas eleições. O Brasil precisa de mais empenho, sinceridade e desprendimento...
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
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