Quantas vezes você saiu para fazer compras no supermercado e voltou com muito mais do que desejava ou necessitava? Acontece porque supermercados têm profissionais especializados em atrair o consumidor para comprar mesmo sem que queiram. Agora ‘seus problemas acabaram!’, ou, ao menos, diminuíram. Foi divulgado estudo da consultoria LearnVest que gerou seis dicas para se ‘vacinar’ contra estratégias do tipo.
A primeira, fazer uma lista. Você põe nela só o que tem que comprar e, assim, evitará cair na tentação de promoções ‘pague 1 e leve 2’. Além de trabalhar a disciplina, evita desperdícios. Mais uma: pegue um carrinho, nunca uma cesta. Apesar de ser maior que a cesta, carrinho ajuda a comprar menos. A pesquisa concluiu que cesta impele a compras desnecessárias. O fato de ‘querer se livrar da cesta pesada deixa o consumidor ansioso e apto a se dar gratificações instantâneas, como guloseimas que ficam próximas ao caixa. Outra: descontos! Aproveite descontos oferecidos. Nos Estados Unidos é comum o oferecimento de cupons de desconto. Aqui, as redes ‘cobrem ofertas do concorrente’. E mais uma: fome ou sono. O estudo utilizou a pesquisa Proceedings of the National Academy of Sciences que mostra que alguém faz compras com fome, compra por impulso. Além disso, quem compra entre 16h e 19h — antes do jantar — compram mais itens de alto teor calórico do que quem vai à loja no início da tarde, depois do almoço. E quem compra com sono, ou cansado, perdem recursos cognitivos e compram sem pensar. A quinta dica: a estação. As melhores ofertas são a dos produtos, principalmente agrícolas, que estão na temporada. Vale lembrar também do ‘final de feira’, quando os preços desabam porque as redes querem acabar com o estoque. Cuidado, porém, com produtos de alta procura. No Natal e Ano Novo, preços de cereja e romã disparam, assim como o das nozes.
Por último, prateleiras. Produtos que ficam ao nível dos olhos dos consumidores são mais altos. Os melhores preços estão nas prateleiras mais altas e mais baixas. Essas dicas proporcionam compra mais consciente e sustentável, além de economia considerável.
ALUNO ESQUECIDO EM PARQUE: Um Colégio de Mogi das Cruzes (SP) terá que indenizar aluno em R$ 12 mil depois de ‘esquecê-lo’ num parque de diversões após excursão. A decisão é da 16ª Câmara Extraordinária de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo que julgou ser obrigação da instituição controlar a presença de participantes. A saída do parque de diversões estava marcada para 22h30 e foi comunicada aos alunos, porém, um deles se esqueceu. Sem conseguir encontrar táxi para voltar, o jovem de 16 anos teve que pernoitar no parque junto com seguranças. Cabe recurso.
CINCO DICAS PARA RECLAMAÇÕES: O jornal O Globo publicou cinco dicas interessantes para quem pretende reclamar ao Procon: (1) Detalhes. Quanto mais informações relevantes sobre o motivo da reclamação, mais rápido serão os procedimentos para solucionar e maiores serão as chances de se obter sucesso no seu pedido. (2) Clareza e objetividade. Procure ser objetivo e claro na hora de relatar o problema. (3) Informe números. Não esqueça de fornecer números de pedido, nota fiscal, ordem de serviço (no caso de assistência técnica) e protocolos de atendimento (quando houver contato com a empresa reclamada). (4) Empresa desconhecida. Se a empresa não for conhecida, dê detalhes dela, como CNPJ, endereço completo e telefone. Isso pode facilitar a notificação. (5) Informe o que deseja. Não se esqueça de especificar seu pedido. Ao reclamar, informe se deseja reparo ou troca do produto, cancelamento da compra ou de entrega etc.
Denílson Carvalho
advogado, ex-coordenador do Procon/Franca - advogado@denilson.adv.br
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