Franca cria 1,4 mil vagas em março, aponta Caged


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O presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto, diz que a exportação está baixa e que a economia do País segue preocupante
O presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto, diz que a exportação está baixa e que a economia do País segue preocupante
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) sobre a evolução do emprego por setor de atividade econômica mostram que Franca criou 1.404 vagas em março - 1.259 delas geradas pela indústria de transformação, que inclui a fabricação de calçados. Em março de 2014, o saldo da geração de empregos ficou em 821. O balanço entre admissões e demissões no emprego formal - com carteira assinada - mostra que, no acumulado dos três primeiros meses do ano, no entanto, o saldo é de 6.083 empregos com carteira assinada, ante 6.610 do ano passado.
 
O levantamento mostra ainda que, se somados os dados dos últimos 12 meses, o quadro também é retrativo, já que o saldo ficou negativo em 2.321 vagas, enquanto no período de março de 2013 a março de 2014, o saldo foi positivo (2.811).
 
Os números indicam, na análise do economista Hélio Braga Filho, que, apesar do último março ter registrado um saldo positivo 71% melhor em relação ao mesmo mês do ano passado, comemorar é muito prematuro. “Temos que considerar que no acumulado (dos últimos 12 meses) o saldo é negativo (enquanto nesta época de 2014 era positivo) e pode ser que isso retrate o que vai ocorrer daqui para frente”, afirmou.
 
Para ele, é possível que tenha havido uma retomada de negócios no setor calçadista, mola propulsora dos números do Caged em Franca, e isso tenha favorecido o mês de março. “Mas, no acumulado do ano, há a necessidade de se gerar mais empregos para anular o efeito negativo do ano passado”, ponderou.
 
Outro dado a ser analisado é que, se o último março foi excepcionalmente melhor que março de 2014, o último janeiro não deixou saudades, já que gerou 969 vagas a menos que o mesmo mês do ano passado. O saldo de janeiro de 2015 ficou em 2.529, ante 3.498 de janeiro de 2014. Isto quer dizer que, se março não tivesse sido tão positivo, o quadro poderia ser mais penoso. “Janeiro se mostrou como um sintoma da perda de dinamismo do setor, que é resultado da conjuntura econômica que estamos vivendo”, disse o economista.
 
Sobre o setor calçadista, Braga Filho diz que a situação “está difícil, mas não está tão crítica”. A razão seria uma menor dependência de créditos e uma menor afetação pelas altas taxas de juros, se comparado a outros setores, como o automobilístico. “Reafirmo que não posso dizer que isso (os bons números de março) seja uma tendência, é prematuro dizer”, afirmou o especialista.
 
Para o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçado de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, o março positivo é visto como um alento para o setor calçadista e sua opinião corrobora com a do economista. 
 
“Não está ótimo, mas o setor está positivo diante da situação econômica atual do País. Sabemos que outros setores estão passando muito apertados e nós estamos admitindo, enquanto outros estão demitindo. Essa recontratação está repondo a sazonalidade do setor, mas isso não significa que abril também vá fechar positivo”, disse Brigagão, completando que a exportação está baixa e que o momento econômico do País segue preocupante.

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