A Prefeitura de Franca alegou na Justiça do Trabalho que os servidores públicos municipais não estão mantendo o número mínimo de funcionários em serviços essenciais, devido à greve. A lei prevê que seja garantido o comparecimento de 30% dos funcionários em cada tipo de função. O Sindicato dos Servidores Públicos nega a acusação e garante que está cumprindo o mínimo exigido por lei.
A Prefeitura anexou ao processo de dissídio coletivo tabelas que apontam um percentual menor para certos cargos nas unidades de saúde. As planilhas são de locais como unidades básicas, NGA e Vigilância Epidemiológica Sanitária. A administração pede a aplicação de multa e decretação da ilegalidade da greve.
O assunto foi discutido com os servidores na manifestação de ontem. “A Prefeitura está tentando ludibriar a Justiça com relatórios inverídicos. Se a Justiça aceitar esses documentos, vamos ter um prazo e buscaremos a assinatura dos servidores novamente para provar que estamos cumprindo os 30%”, afirmou o presidente do sindicato, Luís Fernando Nascimento.
De acordo ele, o sindicato tem ido aos locais de trabalho para verificar a manutenção do mínimo da equipe e, se for preciso, ele enviará dados dos pontos digitais para o TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
A greve completa hoje um mês e ainda está sem solução. O Sindicato aguarda um parecer da Justiça para encerrar a paralisação. “A greve está um pouco longa, mas por culpa da própria administração. É cansativo, mas vamos ficar firmes na luta”, disse José Barcelos, 53, que participa desde o primeiro dia do movimento.
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