Temos que ser conscientes e transformadores. É preciso entender que somos só micro-organismos a ocupar apenas 12% da casca de um planeta. Se descermos a mais de 4 mil metros em qualquer oceano, encontraremos ambiente tão inóspito ao ser humano quanto o é Marte, um outro planeta. Em resumo, ou entendemos de uma vez por todas que o planeta não é nosso e que precisamos respeitá-lo, ou ele nos liquida. Falamos do término da humanidade a qualquer momento ou de forma lenta e gradual. É só questão de tempo. Ou nos conscientizamos — políticos, religiosos, educadores, militares e empresários — ou estamos fadados a ter o planeta destruindo o habitat das futuras gerações.
O capitalismo comanda o mundo. Se analisarmos a receita das 50 multinacionais mundiais, observaremos que cada uma delas tem receita anual maior que o PIB de, pelos menos, 70% dos países do globo. A maior concentração de líderes está, então no mundo corporativo. Não estão na igreja, no governo, nas forças armadas ou no mundo acadêmico. Por conseguinte, é na conscientização dos líderes corporativos que está a possibilidade de melhorar a ambiência planetária. Ou cuidamos do planeta ou não haverá mais o ser humano, o cliente, em essência. Sou categórico: o capitalismo tem ser consciente. Humanos evoluem e o mundo dos negócios vai atrás. Não há porque manter discursos inflamados contra o lucro.
Quanto mais efetividade houver no mundo corporativo, mais barato e de melhor qualidade serão os serviços e produtos. Transnacionais com presença física em mais de 100 países já fazem mais receita fora dos seus países de origem que na matriz. São apátridas. São essas empresas, que se fusionam constantemente, as responsáveis pelo futuro que advirá. É para onde caminhamos. O capitalismo consciente é a última tendência.
Alfredo Assumpção
Chairman & Partner da Fesap
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