PC tem 4 denúncias sobre ataque no prédio do GCN


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Explosão de caixa eletrônico na sede do GCN destruiu parte da parede, teto, móveis e computadores
Explosão de caixa eletrônico na sede do GCN destruiu parte da parede, teto, móveis e computadores
O número 197, usado pela Polícia Civil para receber denúncias anônimas, foi acionado ao menos quatro vezes durante a semana recebendo informações que podem ajudar os investigadores a encontrar a quadrilha que invadiu a sede do GCN e explodiu um caixa eletrônico na madrugada da última terça-feira, dia 21. Segundo o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) que está à frente das investigações, Márcio Murari, outras pistas levantadas por sua equipe também podem ajudar. “Tudo o que chegou estamos investigando. Este caso está sendo tratado com prioridade e há uma equipe que está só cuidando disso”, disse o delegado. O número garante sigilo absoluto.
 
A explosão foi de grande magnitude e assustou os moradores das imediações do GCN, sediado no Jardim Ângela Rosa. Alguns dos vizinhos do jornal afirmaram estar assustados com a violência. Outros disseram que a funcionalidade do caixa eletrônico já está fazendo falta. “Toda a movimentação bancária eu fazia no caixa do Comércio, a poucos passos de casa. Agora tenho que me deslocar até a agência da avenida Presidente Vargas. Ficamos chateados com o que houve”, disse José Aparecido Faleiros.
 
Outra moradora das imediações, Aparecida das Graças, disse ter ouvido o estrondo, mas pensou ser um acidente de carro. Ao saber do ocorrido, lamentou. “Foi um barulho muito alto, mas não chegamos a sair. A violência está muito grande. Já fomos assaltados aqui, entraram dentro de casa e colocaram armas em nossas cabeças. Quanto ao caixa, era uma comodidade ter um aqui tão perto. Não gostamos de ir ao banco de jeito nenhum”, afirmou.
 
O barulho a que ela se refere é o mesmo que não sai da memória do porteiro do GCN, Marcelo Oliveira, que foi rendido por um bandido armado com fuzil no momento da ação. “Meu ouvido está ruim até agora. Foi muito forte, nunca vi nada parecido”, disse.
 
Com mais de 20 anos de experiência na área, Oliveira afirma acreditar que a tranquilidade que conseguiu manter durante a ação tenha sido essencial para evitar consequências mais graves. “Tentei mostrar que estava calmo. Sempre com movimentos calmos e tentando acalmar os outros funcionários que foram aparecendo”, disse, completando que agora segue a rotina, mas com a atenção redobrada. “A gente fica mais tenso, mais exausto, mas não podemos parar”.
 
Um dos funcionários que chegou ao prédio do grupo no momento da ação foi o motorista Kilton Oliveira, que, sem entender exatamente o que estava acontecendo, teve como reflexo deixar local ao ouvir a explosão e ver o porteiro gesticulando que era um assalto. “Eu não entendi que o assalto era em nosso prédio. Entrei com o carro no estacionamento e, por ordem de um dos assaltantes, o porteiro não fechou o portão automático. Eu falava para ele fechar e ele veio falando baixo ‘assalto, assalto’. Com a explosão e as palavras dele, eu saí do estacionamento, arranquei com o carro e já fui ligando para a Polícia Militar”.
 
Passado o susto, fica a reflexão, segundo Kilton. “Eu realmente não tinha consciência. Agora, fico com achismos, pensando o que poderia ter acontecido, que o desfecho poderia ser outro. O que fica é uma mistura de susto e um pouco de apreensão”.
 
A ação
Pelo menos cinco homens fortemente armados desceram de um automóvel Honda Civic, invadiram a sede do GCN Comunicação na madrugada do feriado de 21 de abril, renderam o funcionário que fazia segurança na guarita do prédio e explodiram o caixa eletrônico do Banco do Brasil que ficava instalado no balcão de anúncios.
 
O cenário resultante da ação era assustador. O forte potencial dos explosivos devastou o setor de Classificados do jornal, destruindo paredes, teto, móveis e computadores. Um cheiro intenso de pólvora permaneceu em grande parte do prédio por horas.
 
O caixa eletrônico era uma para comodidade para os funcionários do grupo, dos clientes e da população em geral. 
 
A quantidade de dinheiro que foi levada pelos bandidos não foi revelada pelo Banco do Brasil, pois os valores disponibilizados nos caixas são mantidos em sigilo pela instituição. Segundo a Polícia Civil, foram recuperados R$ 67 mil, que ficaram espalhados pelo chão do prédio após a explosão.
 
As câmeras de segurança instaladas no prédio filmaram toda a ação da quadrilha e foram rapidamente disponibilizadas para a polícia. As investigações estão a cargo da DIG. 

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