O trio que sequestrou, estuprou e roubou uma mulher na manhã do dia 9 de julho do ano passado foi condenado pela Justiça. O pedreiro natural do Paraguai EPG, 31, morador do Jardim Luiza; seu vizinho, o ajudante de eletricista GBB, 25; e o sapateiro LMS, 25, do Jardim Palmeiras, foram condenados a 12 anos de reclusão em regime fechado. Os condenados já estavam presos preventivamente desde o último dia 12 de agosto. Os nomes são mantidos em sigilo pela Justiça por medidas de segurança.
A história envolvendo os amigos começou quando uma pespontadeira casada, hoje com 31 anos, procurou a polícia no dia 9 de julho. Na ocasião, ela disse que caminhava em direção à indústria onde trabalha no Guanabara, quando foi rendida por três homens e jogada no interior de um Escort azul. O sequestro ocorreu por volta de 6h30.
Levada a um cafezal às margens da rodovia Nelson Nogueira, entre Franca e Ribeirão Corrente, a pespontadeira foi abusada sexualmente pelo trio e teve o celular e R$ 5 roubados. Depois foi abandonada na rodovia. Com a ajuda de um motorista, ela foi à casa de familiares no Parque Continental e comunicou a polícia.
A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) assumiu o caso. Exatos 33 dias depois, o delegado Márcio Garcia Murari anunciou a identificação e prisão dos envolvidos. Os acusados foram detidos em suas casas, quando se preparavam para trabalhar. O pedreiro e o ajudante de eletricista confessaram os crimes. O sapateiro, apontado pela vítima como o mais violento, negou. Nenhum possuía passagem pela polícia.
Para chegar aos envolvidos, a DIG focou na tentativa de localizar possíveis imagens do veículo. As buscas foram positivas. Com os dados do Escort em mãos, o próximo passo foi identificar o proprietário. A partir de então, os agentes reuniram nomes e juntaram provas que apontavam que o trio estava junto na manhã do dia do crime.
Com as prisões, a polícia esclareceu que o sapateiro LMS obrigou a vítima a tirar as roupas e foi o primeiro a estuprá-la. O ajudante de eletricista GBB observava e passava as mãos no corpo dela. Na sequência, o pedreiro EPG a agarrou e a levou para o interior do Escort, onde também a violentou.
“Eles alegaram que estavam sob efeito de álcool, que só pretendiam roubar a vítima, mas chegando ao cafezal, ao verem que ela só tinha R$ 5, resolveram cometer os abusos sexuais”, disse na época das prisões o delegado Murari.
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