Defensores dos direitos das pessoas alegam sempre que todos têm o mesmo direito de ir e vir, ou seja, que podemos estar livremente onde bem desejarmos. Mas, para tudo há um limite, exatamente como o da liberdade, que vai até onde termina a liberdade do próximo. Dessa forma, o cidadão pode optar pela forma de vida que quiser, mas sem incomodar ou ameaçar as demais pessoas. E não é bem isso o que temos visto e ouvido a respeito de andarilhos ou moradores de rua em nossa cidade. Apesar de o poder público patrocinar, com o dinheiro da comunidade, um local para alimentação e outro para passar a noite, vários deles ainda ficam pelas ruas pedindo dinheiro para sustentar vícios em bebidas alcoólicas e demais drogas, algumas vezes até de forma agressiva. Se algum defensor duvidar disso, que aceite um convite para ficar um tempo em determinados pontos, como na região central, e vão constatar o que afirmamos. Além de se deitar sobre bancos ou debaixo da concha acústica, costumam se desentender no grupo com palavrões, e se alguém olhar para o lado deles vai ser xingado. Já tive oportunidade de presenciar cenas desse tipo. O pior é que o número de pedintes aumenta pela cidade, atraídos de outros lugares para cá. E a sociedade fica na dúvida e interrogando: O que tem falhado ou não sido feito para solucionar essa questão? Será possível que ninguém mais tem o direito, também constitucional, de estar em algum lugar público sem ser incomodado ou ameaçado? Com a palavra, nossas autoridades, cada qual agindo dentro de sua competência. Ou será que nós é que estamos errados ou exigentes demais?
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