Pena de morte


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Toda vez que um crime provoca comoção geral, elevam-se incontáveis vozes que acreditam, e então defendem, que a criminalidade teria solução com a adoção da penalidade capital. 
 
Ante o abalo psicológico das massas, políticos legisladores tentam arregimentar apoio popular no sentido de que se adotar a pena máxima no Brasil, buscando, discreta e até sub-repticiamente, romper a resistência das posições religiosas que a combatem.
 
As justificativas que se fundam na ideia de que em se matando o criminoso inibe-se a prática do crime enfrentam fortes resistências em todos os lugares. Estatísticas e opiniões de especialistas mostram razões e estatísticas. 
 
Ainda recentemente, em entrevista publicada pela Folha de S. Paulo (15 de janeiro último, caderno ‘Ribeirão’), Raphael Chenuil-Hazan, vice-presidente da Coalizão Mundial Contra a Pena de Morte, relativamente à execução do brasileiro Marco Archer por fuzilamento na Indonésia, coloca-se contrário à essa medida extrema, que não se justifica ante o fato de, onde ela existe, não haver demonstrado qualquer eficácia comprovada contra a criminalidade.
 
A Doutrina Espírita, por sua vez, explica que a morte do corpo físico, além de não representar solução senão pragmática, com a falsa ideia de que a morte elimina um criminoso, pode ser um sério complicador. 
 
O espírito, geralmente inferior e ressentido ante o fato de ser excluído do apreço social, via de regra carrega consigo agravado sentimento da revolta que o compelia à violência, pondo-se a exercer seríssimas perseguições contra seus desafetos, cujo número cresceu nas pessoas dos que ordenaram e executaram-lhe a punição.
 
No capítulo VI, da terceira parte de O Livro dos Espíritos, perguntas 760 a 765, aprendemos que a abolição da pena de morte significou progresso para as sociedades que empregam métodos humanos na punição daqueles que lhes violentam as leis. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 
 

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