Mudança em Restinga: Sai Ferreirinha, entra Luciene Fernandes como prefeita


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Luciene Martins é cumprimentada pelo presidente da Câmara, Torrinha, após ser empossada. Vereadores prometem apoio
Luciene Martins é cumprimentada pelo presidente da Câmara, Torrinha, após ser empossada. Vereadores prometem apoio
Restinga tem um novo prefeito. Ou melhor, prefeita. Sai Ferreirinha, entra Luciene. Dois meses após ganhar no TJ (Tribunal de Justiça) o direito de retornar ao cargo, Luciene Martins Faria Fernandes (PRB), foi empossada pela Câmara na noite de ontem. Foi a oitava mudança no comando do Poder Executivo da cidade desde o início do atual governo.
 
Paulo Pitt (DEM) assumiu a Prefeitura em janeiro de 2013. Oito meses depois, ele e a vice Luciene foram cassados acusados de irregularidades. O que se viu a seguir foi uma troca constante na cadeira de prefeito. O então presidente da Câmara, Fernando Costa, assumiu interinamente. Pitt conseguiu voltar duas vezes, mas foi afastado por decisões judiciais. Em setembro de 2013, Luciene assumiu a Prefeitura por meio de decisão da Vara da Fazenda Pública de Franca, que considerou sua cassação ilegal. 
 
Depois de quase três meses, uma liminar concedida pelo TJ a afastou novamente e reconduziu Fernando Costa à Prefeitura pela segunda vez. No ano passado, o prefeito interino foi Dejair Freitas (PMDB), o Guim. Até ontem, o comando da cidade ficou nas mãos de Juvêncio Ferreira de Menezes Filho (PSC), o Ferreirinha.
 
Luciene deveria ter retornado há dois meses. No dia 23 de fevereiro, os desembargadores do TJ reconheceram o direito da vice de voltar à Prefeitura. Ela ficou no aguardo do cumprimento da intimação que viria do Tribunal para a Justiça de Franca. 
 
Na última quarta-feira, como a notificação da decisão do TJ ainda não havia sido feita, a defesa de Luciene ingressou com pedido na Câmara e também na Justiça para que a medida fosse cumprida e ela, enfim, pudesse retornar ao cargo.
 
Na tarde de ontem, o presidente da Câmara, Osvaldo Cubas (PSB), o Torrinha, consultou dois promotores em Franca para se certificar se havia alguma ilegalidade em dar posse. “Eles disseram que estava tudo certo e que não havia nenhum problema. Eu havia votado pela cassação, mas ela foi absolvida pelo TJ. Por isto, decidimos dar posse”, explicou Torrinha.
 
Às 20h14 de ontem, Luciene fez o juramento na Câmara. Em um breve discurso, ela pediu união. “Nosso município perdeu muito tempo. A nossa situação é difícil. Preciso do apoio e colaboração da Câmara para governar. É hora de fazer acontecer”, afirmou a prefeita.
 
Em seguida, os vereadores, que se notabilizaram nos últimos meses por constantes desavenças, prometeram dar sossego para a prefeita concluir o restante do mandato. “Brigamos até onde foi possível. Agora, é hora de parar. O TJ decidiu que ela deveria ser reconduzida ao cargo e a Câmara não vai recorrer. Temos que dar governabilidade, sustentação para ela conseguir dar um norte para o município”, disse Leonardo Cintra (DEM). “O TJ reconheceu que a Luciene não cometeu ilegalidade. É o momento de todos apoiarem”, completou Moisés Radaeli (PMDB). “Durante o período de ataques, todos saíram perdendo, principalmente, a população. Onde tem guerra, ninguém acredita. O município perdeu muitos recursos. Ela teve o retorno garantido por lei e terá o nosso apoio”, afirmou Luiz Carlos (PSC).
 
Luciene Fernandes assumirá a Prefeitura segunda-feira. “Tenho ouvido que está faltando muita coisa, mas não sei exatamente como está a situação. Sei que não será fácil, mas estou muito feliz por ter obtido minha inocência”, comentou. 

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