As investigações que culminaram com a prisão do empresário e indiciamento de outros quatro suspeitos duraram três meses. Os policiais gravaram cerca de 500 horas de conversas telefônicas entre os integrantes do grupo. Nos diálogos, eles falavam sobre a maneira como invadiriam fábricas, discutiam preços, venda e cobrança. “Ficou claro que o Edilson era o receptador total do fruto de todos os furtos que a quadrilha fazia. Ele, simplesmente, comprava tudo”, disse Murari.
No dia 26 de março, o grampo flagrou RS ligando para um comparsa, que havia invadido uma loja de venda de couro na Avenida Dom Pedro. A ligação durou 49 minutos e revelou que o acusado estava acompanhado de outra pessoa em um veículo dando cobertura do lado de fora. Ele também orientou o invasor sobre o alarme do estabelecimento. “Neste dia, eles não tiveram êxito. Primeiro, o suspeito entrou no barracão errado. Depois, o alarme disparou e eles saíram correndo, sem levar nada”, disse o investigador Aderson Lima.
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