Após reunião sem acordo, greve de professores do Estado continua


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Vândalos tentam invadir sede da Secretaria Estadual da Educação após reunião sem acordo
Vândalos tentam invadir sede da Secretaria Estadual da Educação após reunião sem acordo
Há 42 dias em greve, os professores da rede estadual de ensino ainda não conseguiram ter as reivindicações atendidas. Na manhã de ontem, membros da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) se reuniram com o secretário de Educação, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, em São Paulo. Mas não houve acordo. Em Franca, segundo a categoria, metade dos profissionais está de braços cruzados.
 
“O secretário não aceitou nossas reivindicações. Ele disse que, provavelmente no meio do ano, tenha alguma nova oferta”, disse o diretor regional da Apeoesp, Luiz Gonzaga. Segundo ele, a greve segue e não há perspectiva de término. Após a reunião, um grupo tentou invadir a sede da Secretaria da Educação e houve confronto com a polícia.
 
Uma assembleia hoje, em São Paulo, irá discutir os rumos do movimento. 
 
“Em Franca, a adesão gira em torno de 50% e o objetivo é manter essa média”, disse o coordenador da subsede da Apeoesp na cidade, Sílvio Damasceno.
 
Reivindicações
A categoria reivindica aumento salarial de 75,3%, enquanto o governo do Estado afirma que deu 45% ao longo dos últimos quatro anos. Os docentes também pedem a conversão do bônus em reajuste salarial, aumento do cartão alimentação e do vale transporte.  Os professores querem ainda a garantia de direitos para professores temporários e convocação dos aprovados em concursos.
 
Posição do governo
Segundo a assessoria da Secretaria da Educação do Estado, existem professores substitutos para cobrir eventuais docentes de greve, em Franca. 
 
A assessoria informou que foram apresentadas três propostas à Apeoesp. Uma delas é uma política salarial pelos próximos quatro anos com data base em 1º de julho. Também está previsto o envio de projeto à Assembleia Legislativa, que inclui os professores temporários na rede de atendimento do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual) e a redução da exigência de 200 dias de intervalo a partir do terceiro contrato (duzentena).

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