Cegueira política faz muito mal ao país, especialmente por se observa, na prática, nos governantes petistas. Dilma, na área energética, é responsável desde 2003, e não pode se esquivar de malfeitos na área. Os corruptos pegos na Petrobras e que foram nomeados pelo Lula, passaram pelo crivo dela também. Então ela é a principal culpada, ou por omissão, ou por cumplicidade.
A administração da Dilma não muda, nem quer mudar, só aumentar arrecadação. O caso mais gritante é o do Imposto de Renda. Pouca gente sabe que, em 1996, com o valor da isenção do IR comprava-se 12 cestas básicas. Hoje, só se compra seis. Está em estudos da PUC-RS e do Sescon-RS (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis). O número de contribuintes é de 15,1 milhões quando deveria ser de apenas 7,6 milhões. No Estado de São Paulo, é pior: 5,3 milhões pagam imposto quando somente 2,6 milhões deveriam pagar. Para acabar com essa espoliação seria preciso corrigir a tabela em 61,3%. O mesmo ocorre com a Petrobras. Não economiza, não gere, não corta gastos. Só aumenta arrecadação, privatizando ativos estatais e tomando emprestado a bancos. A dívida já soma R$ 79 bilhões. É um verdadeiro abraço de afogado, o que mata também quem tenta salvar. Emprestaram para uma empresa sem crédito no mercado e que não apresentou o balanço por cinco meses.
Ainda pior é saber que a Petrobras não redirecionará seus investimentos para o que dá lucro, os campos comuns. Deve continuar no pré-sal. Desde 2010 já se sabia que em 2014 os Estados Unidos exportariam petróleo de xisto. Outro errro, esse de Lula, foi direcionar biodiesel para a agricultura familiar.
Lula adora fazer cortesia com chapéu alheio, no caso, público. É preciso desmascarar a 'contabilidade criativa’ do (des) governo petista.
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista Sênior do inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
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